Renzi eleva o tom e rebate UE: 'Itália merece respeito'

Premier disse que não se deixará intimidar por Bruxelas

O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, entrou em rota de colisão com o poder Executivo da União Europeia
O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, entrou em rota de colisão com o poder Executivo da União Europeia (foto: EPA)
12:31, 16 JanROMA ZLR

(ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, deu continuação ao bate-boca com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e disse que seu país não se deixará intimidar por Bruxelas.

 

Pouco antes, o luxemburguês, chefe do poder Executivo da União Europeia, havia criticado o premier por "vilipendiar" constantemente as instituições do bloco e por atrasar o pagamento de sua parcela dos 3 bilhões de euros que serão destinados à Turquia para lidar com a crise de refugiados. "Não nos deixaremos intimidar. A Itália merece respeito", declarou Renzi, em entrevista a uma emissora de TV local.

 

No caso da ajuda ao governo turco, Roma alega que a UE deve usar seu próprio orçamento, e não pedir mais dinheiro para os Estados-membros. Juncker também questionara o fato de o primeiro-ministro chamar para si o mérito pela flexibilização das normas europeias na área econômica, que era uma das principais bandeiras do italiano.

 

"A Itália não deveria criticá-la [a UE] muito porque nós que introduzimos a flexibilidade, contra a vontade de alguns países que muitos dizem dominar a Europa", disse Juncker. A resposta de Renzi veio no mesmo tom: "A flexibilidade só chegou depois de muita insistência por parte da Itália".

 

Quem também se posicionou foi a alta representante para Política Externa e Segurança do bloco, a italiana Federica Mogherini, escolhida para o cargo após uma intensa pressão do premier. Segundo a diplomata, é "estúpido" criar divisões na Europa, que precisa de união para enfrentar suas crises. "A Itália precisa da Europa, assim como a Europa precisa da Itália", completou.

 

Desde que chegou ao poder, em fevereiro de 2014, Renzi vive em um constante "morde e assopra" com Bruxelas. Europeísta convicto, o primeiro-ministro nunca perde uma oportunidade de criticar a rigidez do bloco, suas políticas de austeridade e a falta de solidariedade no combate à emergência dos refugiados. (ANSA)

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