Itália lidera risco de desastres em toda Europa

Dado foi apresentado no World Risk Report 2016, em Berlim

O estudo foi publicado um dia depois da Itália sofrer um terremoto de 6,2 graus de magnitude
O estudo foi publicado um dia depois da Itália sofrer um terremoto de 6,2 graus de magnitude (foto: ANSA)
17:38, 25 AgoMILÃO ZBF

(ANSA) - O risco de que um fenômeno natural, como um terremoto ou uma inundação, transforme-se em uma catástrofe é maior na Itália do que em todos os outros países desenvolvidos do Ocidente, de acordo com o estudo World Risk Report 2016, apresentado hoje (25) em Berlim.

 

Foi analisada a situação de 171 países do mundo, levando em conta o risco de calamidade natural (terremotos, tsunamis, inundações, ciclones, incêndio e seca), a vulnerabilidade da população, as condições de infraestrutura, a logística e os fatores socioeconômicos.

 

A República de Vanuatu, no Oceano Pacífico, lidera o ranking de maiores riscos de catástrofes, seguida por Tonga e Filipinas. A Itália está no 119º lugar, na frente dos Estados Unidos (127º), Reino Unido (131º), Alemanha (147º) e França (152º).

 

O Brasil ocupa a 123ª posição, em uma situação pior que a Argentina (129ª), que o Paraguai (132ª) e o Uruguai (124ª), que, de acordo com o relatório, apresentam condições melhores de infraestrutura para conter danos de desastres naturais. Toda a costa oeste da América do Sul, o Caribe e o México, porém, foram classificados como de "alto risco" e estão nas primeiras colocações do ranking.

 

Elaborado por especialistas do Instituto para o Ambiente e Segurança Humana da Universidade das Nações Unidas (UNU-EHS), o documento também contou com a colaboração da Universidade de Etugarda e de associações humanitárias alemãs reunidas na Bündnis Entwicklung Hilft.
   

 

O objetivo do estudo foi analisar o impacto da infraestrutura na contenção de desastres naturais. "Construções sólidas, assim como uma rede de trasporte de alta-qualidade, podem limitar os impactos de desastres naturais em termos de perdas humanas e econômicas", disse Matthias Garschangen, diretor científico do World Risk Report.

 

O estudo foi publicado um dia depois da Itália sofrer um terremoto de 6,2 graus de magnitude, o qual destruiu várias cidades das regiões do Lazio e de Marcas, no centro do país, e provocou mais de 240 mortes. (ANSA)

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