Quanto tempo durará a série de terremotos na Itália?

A Itália fica entre duas placas tectônicas e sofre constantes abalos sísmicos (foto: ANSA)
20:31, 01 NovSÃO PAULO

(ANSA) - A Itália está devastada por uma série de terremotos que atingiram a zona central do país nos últimos dois meses. Foram três terremotos com magnitudes superiores a 5 graus na escala Richter e um outro com 6 graus.

 

O último grande tremor de terra foi sentido neste domingo (30) nas regiões de Umbria e Marcas. No entanto, nesta madrugada, um tremor menor de 4,2 graus sacudiu a cidade de Norcia e apavorou os italianos novamente. Os abalos dos últimos dois meses provocaram quase 300 mortos, 40 mil desabrigados e ruíram centenas de construções históricas.
   

 

Agora, a Itália tenta se reconstruir e preservar o que restou das cidades atingidas.

 

1) Por que ocorrem tantos terremotos na Itália?

 

A Itália está localizada sobre a placa tectônica africana e sobre a placa euroasiática, além de várias outras placas menores que se chocam entre si.

 

 Os movimentos sísmicos são constantes, mas a magnitude dos tremores depende da quantidade de energia acumulada na terra ao longo dos séculos.


2) O que causou o terremoto de domingo?

 

Uma falha sísmica de 30 quilômetros se movimentou e provocou o novo tremor de terra, desta vez com magnitude de 6,5 graus. O Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) acredita que este novo terremoto esteja relacionado aos anteriores, pois ocorreu em uma zona geológica que já estava ativa e que sofreu influências de outras placas desprendidas do solo nos últimos dois meses.

 

O terremoto de 6,5 graus de ontem foi o mais forte a atingir a Itália desde 1980.

 

3) Quanto tempo a série de terremotos vai durar?

 

É impossível prever se haverá novos tremores de terra de grande magnitude. Os especialistas garantem que todo terremoto forte é seguido de várias réplicas menores, mas não dá para excluir a possibilidade de abalos sísmicos maiores também. Isso significa que, com certeza, novos terremotos serão sentidos, no entanto, sem previsão do tamanho do estrago.

 

Dados já recolhidos pelos institutos de pesquisa apontam que o epicentro do terremoto tem se dirigido para o norte da Itália.

 

A placa da África tem se movimentado cerca de 2 cm para o norte a cada ano. O Mar Tirreno, que fica a oeste do país, também está se abrindo pouco a pouco. Esses movimentos estariam contribuindo para a separação dos Montes Apeninos, uma cordilheira que se estende por todo o território italiano.

 

Ao longo da história, a Itália já foi devastada várias vezes por grandes terremotos, que inclusive influenciaram na povoação do país. <br>

 




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