Premier italiano debate radicalização de jihadistas na web

Gentiloni ressaltou que a Itália sofre menos com problema

Premier italiano debate radicalização de jihadistas na web
Premier italiano debate radicalização de jihadistas na web (foto: ANSA)
11:04, 05 JanROMA ZGT

(ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, afirmou nesta quinta-feira (5) que a radicalização de pessoas para o terrorismo está ocorrendo em locais "diferentes" dos que eram apurados anteriormente, como em presídios.

As declarações do premier ocorreram após uma reunião sobre terrorismo com o ministro do Interior, Marco Minniti, e membros da Comissão de Estudo sobre o fenômeno da radicalização e do extremismo jihadista.

"Um dos resultados mais importantes [da comissão] é ter apurado os percursos de radicalização, que se desenvolve sobretudo em alguns locais, como nos presídios e na internet. Muito mais do que em outros locais que tínhamos seguido nos últimos anos ou décadas", disse aos jornalistas.

O premier ainda foi questionado sobre esse processo na Itália e afirmou que há uma "especifidade italiana" que "por um lado, é mais tranquilizadora no sentido que, em números, a radicalização é menor que em outros países". Gentiloni não disse qual seria essa característica específica.

"Porém, o fato de ter um número menor de pessoas radicalizadas ou de foreign fighters [os extremistas estrangeiros que lutam por grupos terroristas] não nos deve fazer subestimar o fenômeno e a necessidade de compreendê-lo", acrescentou.

O estudo da comissão é fundamental para entender o processo e teve um resultado "prático" recente. O tunisiano Anis Amri, que é o principal suspeito de ter realizado o atentado contra o mercado de Natal em Berlim em dezembro, teve relatos de comportamento "em vias de radicalização" no período em que esteve preso na Itália.

Segundo Gentiloni, o trabalho do comitê continuará "porque a exigência do governo é de compreender sempre de maneira melhor os percursos da radicalização para combatê-la". O grupo foi formado em setembro e teria a duração de 120 dias. Após a reunião de hoje, o premier confirmou que manterá as funções da comissão por mais um período de tempo. (ANSA)

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