Mais 2 moradores de rua morrem de frio na Itália

Intensa onda de mau tempo fez nevar até em praias do sul

Salento não registrava tanta neve desde 2001 (foto: ANSA)
16:04, 07 JanROMA ZGT

(ANSA) - A intensa onda de neve e frio que vem atingindo a Itália desde a última quinta-feira (5) causou a morte de mais dois moradores de rua na madrugada deste sábado (7).

Um homem de 48 anos foi encontrado sem vida em Florença e outro de 66 morreu dentro de uma residência abandonada na zona sul de Milão. Os dois tinham origem polonesa e, as primeiras análises, indicam que morreram de hipotermia.

Ontem (6), em Avellino, um outro morador de rua faleceu por causa do frio.

A onda de mau tempo continua sobre grande parte do território italiano durante este fim de semana. Em Salento, não havia registro de tanta neve desde 2001 e as praias da região estão cobertas por um manto branco.

Episódios semelhantes, com acúmulo de até um metro de neve durante a madrugada, ocorreram na Púglia e em Basilicata.

Ao norte da Sicília, no entanto, o frio virou atração nas Ilhas Eólias: há décadas não havia nevascas na região e tanto a praia como todas as estradas estão cobertas por grossas camadas de neve. 

Idoso morre de frio

Nando Molteni, um idoso de 81 anos, foi encontrado morto em Capriano, na província de Monza, na Itália, após desaparecer na tarde desta sexta-feira (6).

Segundo as autoridades, ele morreu de frio enquanto estava sentado próximo a um rio local.

Os filhos haviam relatado o sumiço do aposentado, que sofria há anos de Alzheimer. Ele saiu de casa apenas de pijama, sem avisar ninguém e, provavelmente, não conseguiu retornar à residência assim que escureceu.

Gentiloni vai à Defesa Civil

O primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni, foi à sede da Defesa Civil de Roma e afirmou que seu governo "trabalhará com o máximo empenho para reduzir e enfrentar os problemas que está vivendo boa parte da Itália".


Gentiloni referia-se à intensa onda de frio e neve que atinge quase todo o território e que levou transtornos à vida dos italianos.(ANSA)

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