Itália descobre central de espionagem contra políticos, entre eles Renzi

Uma das vítimas seria o ex-premier Matteo Renzi

Itália descobre central de espionagem contra políticos, entre eles Renzi (foto: Ansa)
20:37, 10 JanROMA ZBF

(ANSA) - A polícia italiana desmantelou nesta terça-feira (10) uma central que espionava instituições públicas, especialistas e empresários do país, além de políticos, como o ex-primeiro-ministro Matteo Renzi, Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, o também ex-premier Mario Monti

Computadores da Câmara dos Deputados, do Senado e até do cardeal Gianfranco Ravasi, que desde 2007 presidente o Pontifício Conselho para a Cultura, também teriam sido hackeados. De acordo com as autoridades que conduziram a operação, sob comando da Promotoria de Roma, a central recolhia dados e informações sigilosas há anos das personalidades italianas.

A operação deflagrada hoje prendeu duas pessoas, sendo um engenheiro nuclear, Giulio Occhionero, de 45 anos, e sua irmã, Francesca Maria, ambos residentes em Londres, mas com domicílio em Roma e conhecidos do setor financeiro da capital italiana. Eles estão sendo acusados de apropriação de informações de segurança do Estado, acesso abusivo ao sistema informático, com agravante de interceptação ilícita de comunicações.

De acordo com o Centro Nacional Anticrime Informático da Itália, a dupla gerenciava uma rede botnet infectada com um malware chamado "Eyepyramid", pelo qual recolhiam informações sigilosas.

Os espionados

Na lista de pessoas espionadas pelos irmãos, segundo os dados recolhidos pela Polícia de Roma, há mais de 20 mil nomes. Entre os mais conhecidos, estão o ex-primeiro-ministro Matteo Renzi, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, o ex-premier Mario Monti, o ex-líder do Banco Central da Itália Fabrizio Saccomanni e o ex-comandante geral da Guarda de Finanças Saverio Capolupo.

Além deles, estão na lista o ex-prefeito de Turim, Piero Fassino, do Partido Democrático, o político e porta-voz de Silvio Berlusconi, Paolo Bonaiuti, o dirigente Mario Canzio, o ex-chefe de Gabinete da Economia Vincenzo Fortunato, o presidente da Comissão para Assuntos Externos e Comunitários da Câmara dos Deputados, Fabrizio Cicchitto, e o ex-ministro da Defesa do governo Berlusconi, Ignazio La Russa.

Também está na lista de espionados o cardeal Gianfranco Ravasi, que desde 2007 é presidente do Pontifício Conselho da Cultura, da Pontifícia Comissão de Arqueologia Sacra e do Conselho de Coordenação entre as Academias Pontifícias.


As primeiras análises apontam que as informações roubadas de computadores e demais equipamentos dos espionados foram todas guardadas em um servidor nos Estados Unidos. (ANSA)


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