Na Itália, menino é afastado da mãe por ser 'afeminado'

Advogado diz que tribunal emitiu ordem 'discriminatória'

Tribunal para Proteção de Menores
Tribunal para Proteção de Menores (foto: Ansa)
16:41, 10 JanVENEZA ZGT

(ANSA) - Um menino com "dificuldades de identificação sexual" foi afastado de sua mãe por um tribunal de Pádua, informou o jornal local "Il Mattino di Padova" nesta terça-feira (10).

Segundo a publicação, o afastamento teve como base um relatório do serviço social em que é relatado que a criança tem um mundo afetivo "ligado quase exclusivamente a figuras femininas" e com uma relação com a mãe que aparenta ser "conotada com aspectos de dependência, sobretudo referindo-se às relações diádicas com uma consequente dificuldade de identificação sexual".

O advogado da mãe, Francesco Miraglia, contestou a decisão judicial e afirmou ser "escandalosa a decisão de afastar um menino somente por um comportamento afeminado". "Isso me parece uma medida de pura discriminação", disse Miraglia ao jornal.

As assistentes sociais ainda afirmam no relatório que a criança apresenta um "distúrbio de personalidade". "Nas relações com seus pares e adultos, é agressivo, provocatório, mal educado e tende a ser excêntrico. Tende de todas as maneiras afirmar que é diferente e ostenta comportamentos afeminados de maneira provocatória", escreveram.  (ANSA)

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