Temer e Macri criticam protecionismo e defendem 'aliança' entre as nações

Presidentes se reuniram em Brasília nesta terça-feira (7)

14:40, 07 FevBRASÍLIA ZGT

(ANSA) - Os presidentes de Brasil e Argentina, Michel Temer e Mauricio Macri, afirmaram após seu encontro em Brasília nesta terça-feira (7) que querem "dar um impulso" ao Mercosul e aproximar-se dos países que fazem parte da Aliança do Pacífico - especialmente do México.
    Sem citar diretamente o novo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, os dois mandatários ressaltam que, com a "mudança de cenário", o México começará a "olhar para o sul com mais decisão".
    De acordo com nota divulgada pelo Palácio do Planalto, as nações devem se afastar de "nacionalismos exacerbados e pressões protecionistas em todas as dimensões: política, econômica, científica e tecnológica".
    "Nossa resposta a tendências isolacionistas deve ser mais integração. A aliança estratégica Brasil-Argentina constitui, para nós, imperativo do desenvolvimento", destacou Temer.
    Por sua vez, Macri pediu um reforço na "aliança" entre os dois países e que a a "rivalidade" entre as duas nações "deve ficar para o futebol, no resto, somos sócios".
    "Que 2017 seja um ano de virada positiva para o crescimento e para o desenvolvimento dessa aliança estratégica. Temos que ser aliados do século 21 para encarar o fortalecimento interno do Mercosul e sua relação com o mundo", afirmou o argentino em declaração conjunta.
    O líder do governo brasileiro ainda ressaltou que os dois países "têm desafios semelhantes, como a urgência do crescimento econômico e a geração de empregos". "Não há tabus na relação entre Brasil e Argentina", acrescentou Temer.
     
    - Acordos: Temer e Macri assinaram acordos em diplomacia, comércio e saúde, segundo informou o Planalto.
    O primeiro foi assinado entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Agência Argentina de Investimentos e Comércio Internacional, que tem como objetivo iniciativas de cooperação e o intercâmbio de publicações e informações sobre os mercados. Eles ainda assinaram uma carta ao presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) pedindo a realização de um estudo para a "viabilidade de uma agência de convergência regulatória de Brasil e Argentina". (ANSA)

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