Turismo rural despenca 90% nas cidades de tremores na Itália

Número de turistas nas regiões de terremotos caiu pela metade

TERREMOTO: SFOLLATO NON LASCIA PAESE, ARRESTATO
TERREMOTO: SFOLLATO NON LASCIA PAESE, ARRESTATO (foto: ANSA)
18:30, 17 MarCASTIGNANO ZAR

(ANSA) - O turismo rural foi com certeza o que mais sofreu com os terremotos que atingiram o centro da Itália desde o final de agosto do ano passado. O setor sofreu uma vertiginosa queda de mais de 90% das presenças nas cidades que foram devastadas pelos tremores.

Segundo a primeira análise realizada pela Confederação Nacional dos Cultivadores Diretos (Coldiretti) sobre o impacto das atividades sísmicas dos últimos meses nas "férias no campo" do país, o número de turistas nos 3,4 mil locais especializados em turismo rural das quatro regiões afetadas pelos terremotos caiu pela metade.

Na realidade, na maioria dos casos, grande parte das pessoas presentes nas 444 propriedades rurais reservadas ao turismo nas cidades destruídas pelos terremotos (247 nas Marcas, 115 na Úmbria, 42 no Abruzzo e 40 no Lazio) estão nas cidades devido apenas às obras de reconstrução dos locais.

O estudo faz parte da iniciativa #nonsoloamatriciana (Não Apenas Amatriciana) que quer promover todas as especialidades gastronômicas das regiões centrais da Itália através de pratos feitos com produtos típicos das parcelas devastadas pelos tremores que serão ensinados a 20 chefes de todo o país na cidade de Castignano, na região das Marcas, que poderão levar consigo os produtos.

Muitas das acomodações do turismo rural das regiões tiveram seus quartos, cozinhas, piscinas, jardins e outras construções danificados ou destruídos. Além disso, essas propriedades também enfrentam problemas no abastecimento dos seus produtos típicos, como as lentilhas de Castelluccio, o queijo pecorino de Sibillini, as batatas vermelhas de Colfiorito e o ciauscolo ao presunto (tipo de linguiça) de Norcia.

As vendas desses produtos para turistas quase zeraram tanto pelas dificuldades em relação à sua produção após os terremotos quanto pela falta de clientes e até de moradores, que foram em grande parte transferidos para hotéis no litoral.

Estábulos destruídos e animais mortos ou estressados demais devido aos fenômenos sísmicos são algumas das razões para que, por exemplo, a produção de leite no país tenha despencado 30%.

Segundo a Coldiretti, a inteira oferta turística nas zonas prejudicadas pelos tremores, que se baseava na união entre cultura, ambiente e qualidade gastronômica, foi gravemente danificada.

No começo do mês, a Câmara de Comércio de Monza e Brianza havia estimado que os prejuízos no setor do turismo nas regiões atingidas pelos terremotos, desde 24 de setembro do ano passado, foram de 170 milhões de euros. Além disso, os tremores ainda causaram 333 mortes no total e danos de mais de 23 bilhões de euros para o país. (ANSA)

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