Presidente da Juventus vai depor sobre caso de máfia em maio

Procurador da Figc prestou esclarecimentos à comitê no Senado

Presidente da Juventus vai depor sobre caso de máfia em maio (foto: ANSA)
14:02, 05 AbrROMA ZGT

(ANSA) - O presidente da Juventus, Andrea Agnelli, prestará depoimento sobre o suposto envolvimento de dirigentes com a máfia 'ndrangheta no dia 1º de maio, informou o coordenador do Comitê Máfia e Esporte da Comissão Parlamentar Antimáfia, Marco Di Lello.

A afirmação foi dada após uma reunião entre o Comitê e o procurador-geral da Federação Italiana de Futebol (Figc), Giuseppe Pecoraro, nesta quarta-feira (5), onde o representante da entidade máxima do futebol italiano explicou a investigação contra Agnelli e outros três dirigentes do time.

O caso no âmbito esportivo investiga se a diretoria da Juventus tinha alguma ligação próxima ao grupo mafioso, após uma denúncia da mídia italiana informar que o líder de uma das torcidas organizadas da Juve, chamado Rocco Dominello, participava de uma 'ndrine, uma vertente da máfia 'ndrangheta. Esse torcedor informou, em uma investigação judicial, que falou com o presidente Agnelli sobre a venda e gestão de ingressos do clube para os mafiosos.

No entanto, a Justiça considerou que não havia um crime que recaísse sobre o clube, mas ressaltou que o caso poderia ter "efeitos esportivos". Após a divulgação desse relatório, a Figc decidiu investigar o caso.

Ao ser questionado pelo senador Stefano Sposito sobre o fato de Agnelli ter ligação com a máfia, Pecoraro disse que era um momento de "medir palavras". "As palavras devem ser medidas e eu não sustentei que o presidente Agnelli tinha laços com a 'ndrangheta porque se fizesse isso, estaria usurpando o papel feito pela justiça comum", rebateu o procurador da Figc.

No entanto, o representante disse que "não pode excluir" que Agnelli sabia da relação de Rocco Dominello com outros dirigentes e afirmou ainda que "está convicto, através de uma série de dados, que o encontro entre Agnelli e Dominello aconteceu".

O presidente da equipe italiana, bem como os demais dirigentes investigados, negam qualquer negociação com o líder da torcida ou com o grupo mafioso. (ANSA)

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