Após onda de calor, norte da Itália sofre com fortes chuvas

Deslizamentos e alagamentos foram registrados neste domingo

Após onda de calor, norte da Itália sofre com fortes chuvas (foto: ANSA)
07:47, 07 AgoBOLZANO ZGT

(ANSA) - Após bater recordes de temperatura durante a semana,o norte da Itália registrou uma série de deslizamentos e problemas causados por intensos temporais neste domingo (6).

Os maiores danos foram registrados em Alta Val Pusteria, sobretudo nas zonas de Braies e Dobbiaco, onde diversas estradas tiveram o trânsito interrompido por conta da quantidade de terra e pedras que caíram na pista.

O rio Braies encheu rapidamente e inundou algumas casas próximas às margens, após a região registrar cerca de 100 milímetros de chuva em algumas horas. Até mesmo a sede do Corpo de Bombeiros foi inundada por conta do excesso de água.

Também uma linha de trem regional, em San Candido, foi interrompida por conta de um deslizamento de terra na linha férrea. No entanto, se a situação no norte é de chuvas, o centro e o sul do país continuam enfrentando a forte onda de calor.

Uma área de camping em Monte Terminillo, na província de Rieti, precisou ser evacuado às pressas por conta de um grande incêndio florestal. Ao todo, as duas regiões tiveram 21 focos de fogo que precisaram ser apagados com a ajuda de aviões dos bombeiros.

Mortes

Ao menos duas pessoas morreram neste domingo (6) por conta da forte onda de mau tempo que atingiu a região norte da Itália.

Um homem morreu após uma árvore cair sobre uma tenda onde ele estava em Malga Chaimpis, próximo a Tramonti di Sopra, e outro foi atingido por um raio enquanto estava caminhando por uma estrada em Marmolada, na região de Trento.

A esposa deste último, que não teve a identidade revelada, ficou ferida, mas não corre risco de morrer.

Europa

Em meio à maior onda de calor dos últimos anos, um estudo da Comissão Europeia alertou que, se nada for feito para evitar os efeitos das mudanças climáticas, o número de mortes no Velho Continente aumentará de maneira exponencial até 2100.

De acordo com a pesquisa, as mortes relacionadas ao clima passarão de três mil para 152 mil por ano. (ANSA)

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