Acerto de contas da máfia mata 4 homens no sul da Itália

Uma das vítimas era suposto chefe de um clã na região da Puglia

Cena do crime em San Marco in Lamis, no sul da Itália (foto: ANSA)
17:11, 09 AgoFOGGIA ZLR

(ANSA) - Quatro pessoas morreram em um tiroteio nesta quarta-feira (9) na cidade de San Marco in Lamis, no sul da Itália, em um provável acerto de contas da máfia.

Entre as vítimas estão Mario Luciano Romito, 50 anos e suposto líder de um grupo mafioso, e seu cunhado, Matteo De Palma, 44, que estavam em um Volkswagen New Beetle quando foram baleados.

Os outros dois mortos são os camponeses Luigi e Aurelio Luciani, 47 e 43 anos, respectivamente, que estavam em um Fiat Fiorino e foram testemunhas involuntárias do duplo homicídio.

Segundo a primeira reconstrução feita pela Polícia, um carro com matadores de aluguel emparelhou com o New Beetle, e os atiradores abriram fogo com um fuzil AK-47 e uma espingarda calibre 12.

Romito é tido como líder de um clã mafioso homônimo que nos últimos anos se opôs ao grupo dos Libergolis na disputa pelo controle do crime organizado na região. Ambos pertenceriam à Sagrada Coroa Unida, máfia que atua na Puglia, o "salto da bota" que representa o mapa italiano.

"Aquilo que ocorreu é terrível, não há outras palavras para descrever o que aconteceu", declarou o prefeito de San Marco in Lamis, Michele Merla. A cidade fica na província de Foggia, onde, no fim de julho, o dono de um restaurante já havia sido assassinado em outro acerto de contas entre mafiosos.

As disputas na província de Foggia são chamadas de "a oitava guerra da máfia" e deixaram quase 30 mortos desde 2015. Dentro da Sagrada Coroa Unida, a facção considerada mais brutal é justamente a Società Foggiana (Sociedade Foggiana), cujas ações a fizeram ocupar um espaço no noticiário antes dedicado à Camorra (Campânia), à Cosa Nostra (Sicília) e à 'ndrangheta (Calábria), que nos últimos anos têm adotado uma estratégia de discrição.

Nesta quinta-feira (10), o ministro do Interior da Itália, Marco Minniti, presidirá em Foggia uma reunião do Comitê Nacional de Segurança Pública para discutir a situação na província. (ANSA)

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