Italianos protestam contra centro para menores desacompanhados

Construção de abrigo irritou moradores da cidade de Ventimiglia

Protesto contra menores imigrantes em Ventimiglia
Protesto contra menores imigrantes em Ventimiglia (foto: ANSA)
20:48, 10 AgoGÊNOVA ZLR

(ANSA) - Cerca de 200 pessoas protestaram na última quarta-feira (9) em Ventimiglia, no noroeste da Itália, contra a abertura de um centro de acolhimento para menores de idade desacompanhados que será administrado pela Cruz Vermelha.

Munidos de um abaixo-assinado com mais de 1 mil firmas, os manifestantes bloquearam o início das obras da estrutura e colocaram crianças na "linha de frente" do ato. Elas carregavam uma faixa que dizia: "Que o acolhimento seja sustentável, não a outros centros para imigrantes na cidade".

O grupo ainda gritou palavras de ordem contra o prefeito de Ventimiglia, Enrico Ioculano, idealizador do projeto. O centro de acolhimento terá 300 metros quadrados e cerca de 30 vagas para menores desacompanhados, número que representa 0,12% da população da cidade.

Ventimiglia fica na região da Ligúria e faz fronteira com a França. Por conta de sua localização, é destino de milhares de refugiados e migrantes forçados que desembarcam nos portos italianos após a travessia do Mediterrâneo e cujo objetivo é seguir para o norte da Europa.

Segundo dados do governo referentes ao dia 31 de maio de 2017, há pelo menos 16.348 menores desacompanhados vivendo na Itália, sendo 15.225 do sexo masculino (93,1%) e 1.123 do feminino (6,9%). Além disso, existem outros 5.190 que entraram no país, porém não foram mais detectados pelas autoridades.

Jovens nessas condições não podem ser expulsos nem deportados para suas nações de origem, a menos que representem riscos contra a ordem pública e a segurança do Estado. A maioria dos menores desacompanhados é originária da África, com destaque para Gâmbia (2.221) e Egito (2.123), mas o terceiro país na lista é a Albânia (1.662), no leste europeu.

Em seguida aparecem Guiné (1.402), Nigéria (1.330) e Costa do Marfim (1.100). As regiões da Itália que mais abrigam essas crianças e adolescentes são: Sicília (6.289), Calábria (1.478), Emília-Romana (1.103), Lombardia (1.063), Lazio (909), Campânia (824), Sardenha (816), Puglia (806), Friuli-Veneza Giulia (590), Toscana (588) e Piemonte (493). (ANSA)

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