Doria e Sala reforçam pedido de extradição de Battisti

Prefeito de Milão disse que declarações do italiano são "tolas"

João Doria é recebido por Giuseppe Sala em Milão
João Doria é recebido por Giuseppe Sala em Milão (foto: Ansa)
11:14, 13 OutMILÃO Por Beatriz Farrugia

(ANSA) - O prefeito de São Paulo, João Doria, e o de Milão, Giuseppe Sala, reforçaram hoje (13) o pedido para que o governo brasileiro extradite o italiano Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, mas agraciado com um asilo político no Brasil concedido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Isso não depende de nós, mas sim, do governo brasileiro. Eu espero que ele seja extraditado em breve", disse Sala, que se reuniu com Doria nesta manhã, na Prefeitura de Milão. "As últimas declarações de Battisti me deixaram mais perplexo ainda", comentou o prefeito italiano, referindo-se às frases do ex-ativista do grupo de extrema-esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), segundo as quais uma extradição à Itália seria "como se entregar à morte".

"Essas declarações são tolas", criticou Sala, que, assim como Doria, foi executivo e empresário antes de ser eleito prefeito. Já o tucano repetiu o pedido que havia feito na semana passada, em entrevista exclusiva à ANSA. "Battisti precisa ser extraditado e responder aqui na Itália pelo processo ao qual foi condenado", disse Doria. "Agora temos um governo democrático no Brasil", acrescentou o prefeito de São Paulo.

Ex-membro da milícia de extrema esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), Battisti foi condenado em seu país à prisão perpétua por quatro assassinatos e envolvimento com o terrorismo na década de 1970, mas, alegando perseguição política, fugiu para não ir à cadeia.

Como foragido, Battisti passou por França e México, antes de chegar ao Brasil, onde quase foi extraditado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, um decreto assinado por Luiz Inácio Lula da Silva no último dia de seu segundo mandato como presidente deu ao italiano a permissão para ficar no país. (ANSA)

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