Câmara da Itália aprova Orçamento para 2018

Projeto ainda precisa passar por mais uma votação no Senado

Plenário da Câmara durante votação do Orçamento
Plenário da Câmara durante votação do Orçamento (foto: ANSA)
14:53, 22 DezROMA ZLR

(ANSA) - A Câmara dos Deputados da Itália aprovou nesta sexta-feira (22) a Lei Orçamentária do governo do primeiro-ministro Paolo Gentiloni, de centro-esquerda, para 2018.

O texto recebeu 270 votos a favor, 172 contra e cinco abstenções e segue agora para nova apreciação do Senado, onde já havia sido chancelado em primeira leitura no último dia 30 de novembro. Como os deputados fizeram modificações no projeto, ele precisará passar novamente pelo crivo dos senadores.

"A Câmara aprova a manobra [como é chamada a Lei Orçamentária na Itália]. Incentivos para a contratação de jovens. Apoio às empresas que inovam. Antecipação de aposentadorias para algumas categorias. Recursos para os contratos públicos. E nada de novos impostos. Obrigado a deputadas e deputados", escreveu Gentiloni no Twitter.

A Lei Orçamentária de 2018, que também será submetida à União Europeia, prevê a criação de um fundo de 50 milhões de euros em dois anos para ressarcir poupadores que tenham sido prejudicados pela quebra de seis bancos no país e outro de 60 milhões de euros em três anos para auxiliar pessoas que sejam responsáveis por parentes de até terceiro grau gravemente doentes ou incapazes.

Além disso, o texto inclui um fundo de 7,5 milhões de euros entre 2018 e 2020 para órfãos de mães vítimas de feminicídio e torna permanente o chamado "bônus bebê". A partir de 2018, o governo pagará 80 euros por mês para cada criança recém-nascida ou recém-adotada no país. No entanto, a cifra valerá apenas para o primeiro ano de vida ou adoção e, em 2019, cairá para 40 euros mensais.

O Orçamento também prevê redução de 50% nos impostos sobre contratações por tempo indeterminado de cidadãos com menos de 34 anos, a faixa mais afetada pelo desemprego no país - a desoneração será de 100% no sul, onde ela valerá também para pessoas que estiverem desocupadas há pelo menos seis meses, independentemente da idade. (ANSA)

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