Itália inaugura oficialmente embaixada no Níger

País tenta reforçar laços com o Sahel para frear imigração

Angelino Alfano chega para inauguração de embaixada no Níger
Angelino Alfano chega para inauguração de embaixada no Níger (foto: Reprodução/Farnesina)
15:23, 03 JanROMA ZLR

(ANSA) - O ministro das Relações Exteriores da Itália, Angelino Alfano, inaugurou oficialmente nesta quarta-feira (3) a embaixada do país no Níger, ação que faz parte do plano de Roma para fortalecer seus laços com as nações do Sahel.

"Boa tarde de Niamey [capital nigerina], onde inauguramos a embaixada italiana no Níger. Investimos em cooperação e segurança e colhemos os frutos. É a primeira embaixada italiana em todo o Sahel", disse Alfano no Twitter.

Chefiada pelo embaixador Marco Prencipe, a representação diplomática está ativa desde o início de 2017, quando o governo da Itália decidiu concentrar seus esforços na região para conter os fluxos migratórios no Mediterrâneo Central.

Nos próximos meses, as Forças Armadas de Roma iniciarão uma missão militar de treinamento no Níger contra o tráfico de seres humanos e o terrorismo. O país fica no Sahel, espécie de cinturão árido que separa a África Subsaariana, de onde parte a maioria dos migrantes forçados que viajam até a Itália, da costa mediterrânea do continente.

Em março de 2017, o primeiro-ministro Paolo Gentiloni já havia anunciado uma ajuda de 50 milhões de euros para reforçar as fronteiras nigerinas. Recentemente, a União Europeia também prometeu 50 milhões de euros para a criação de uma força conjunta de cinco países do Sahel, que ainda inclui Burkina Fasso, Chade, Mali e Mauritânia.

Além disso, Niamey participou, a convite de Roma, da última cúpula do G7, em maio, na cidade italiana de Taormina. "A amizade entre nossos países está se tornando mais estreita. O Níger é um aliado estratégico da Itália na África", reforçou Alfano, após uma reunião com seu homólogo nigerino, Ibrahim Yacoubou.

O chanceler italiano está em uma viagem de três dias pela África, que ainda incluirá Senegal e Guiné. (ANSA)

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