Após ataque, Gentiloni faz alerta sobre violência na Síria

Bombardeios geraram reações entre políticos italianos

Após ataque, Gentiloni faz alerta sobre violência na Síria
Após ataque, Gentiloni faz alerta sobre violência na Síria (foto: ANSA)
17:24, 14 AbrROMA ZCC

(ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, defendeu neste sábado (14) os ataques realizados pelos Estados Unidos, França e Reino Unido contra a Síria na noite de sexta-feira(13), mas fez um alerta sobre a escala de violência e informou que seu país não forneceu bases militares para ajudar na ofensiva.

"Esta foi uma ação limitada e direcionada a atingir a capacidade de construir ou de difundir armas químicas. Não pode e não deve ser o começo de uma escalada", afirmou Gentiloni.
   

Durante um discurso no Palazzo Chigi, o premier italiano ressaltou que está na hora de "banir as armas químicas e trabalhar para proporcionar estabilidade, diplomacia e pluralismo para a Síria depois de sete anos de um conflito problemático e terrível".
   

Segundo ele, essa é a declaração que "a Itália tem reiterado nos últimos dias e continuará a reiterar".
   

Nesta manhã, Gentiloni também conversou com o presidente italiano, Sergio Mattarella, e com a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, sobre a crise síria durante um telefonema.  

Segundo fontes do governo, ambos enfatizaram que o bombardeio realizado contra o regime de Bashar al-Assad não influenciará a guerra na Síria.
   

Os ataques liderados pelo presidente norte-americano, Donald Trump, ainda causaram polêmica entre outros políticos italianos.
   

Mais cedo, o secretário da Liga, Matteo Salvini, foi contra ao ato. "Eles ainda estão procurando as armas químicas de Saddam, estão pagando pela guerra insana na Líbia, e alguém com gatilho fácil insiste com 'mísseis inteligentes', ajudando terroristas islâmicos quase derrotados", escreveu o candidato a primeiro-ministro da Itália em sua conta no Twitter.
   

"O ataque à Síria nesta noite foi errado. Eu aprecio a intervenção de Gentiloni que não concedeu nossas bases", disse o líder da Liga.
   

Já o presidente da Câmara dos Deputados, Roberto Fico, reforçou que "dada a situação na Síria é importante que o Parlamento seja informado o mais rapidamente possível".
   

"O Movimento Cinco Estrelas (M5S), ao mesmo tempo em que permanece ao lado de seus aliados, expressa preocupação com as fortes divisões que continuam a se registrar no Conselho de Segurança da ONU", informou os representantes da legenda na Câmara e Senado, Giulia Grillo e Danilo Toninelli.
   

O líder do M5S, por sua vez, expressou preocupação com a ofensiva. "Estamos preocupados com o que está acontecendo e acreditamos que na Síria precisamos acelerar o trabalho da diplomacia, aumentando os canais de assistência humanitária. O uso de armas químicas, como eu disse, é intolerável, mas espero que o ataque de hoje permaneça limitado e circunscrito e não represente o começo de uma nova escalada", disse.
   

O ex-primeiro-ministro e líder do Força Itália, Silvio Berlusconi, rejeitou o comentário de Salvini e disse que "nestas situações é melhor não pensar e dizer nada". No entanto, ressaltou que " é um ataque a alvos específicos contra os locais relacionados com a produção de armas químicas que traduz o princípio internacional de condenação dessas armas". (ANSA)

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