Direita se destaca em eleição municipal na Itália

Já o PD evitou catástrofe, enquanto M5S saiu derrotado

Salvo Pogliese, eleito em Catânia, com o vice-primeiro-ministro Matteo Salvini
Salvo Pogliese, eleito em Catânia, com o vice-primeiro-ministro Matteo Salvini (foto: ANSA)
16:46, 11 JunROMA ZLR

(ANSA) - As eleições municipais de 10 de junho na Itália confirmaram a ascensão da nacionalista Liga, que se fortalece como líder da coalizão de centro-direita, mas não trouxeram a catástrofe esperada para o Partido Democrático (PD), de centro-esquerda.

Já o antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S), que governa a Itália em aliança com a Liga, sai das urnas com a sensação de derrota. O pleito ocorreu em 760 cidades do país, incluindo 109 com mais de 15 mil habitantes, ou seja, com possibilidade de um segundo turno em 24 de junho.

As atenções estavam concentradas sobretudo nas 20 capitais de província que foram às urnas, das quais três foram conquistadas pela direita já no primeiro turno: Catânia, com Salvo Pogliese (52,3%); Vicenza, com Francesco Rucco (54,5%); e Treviso, com Mario Conte (50,6%).

Já a centro-esquerda conseguiu garantir Brescia, com Emilio Del Bono (53,9%), e Trapani, com Giacomo Tranchida (70,7%). Barletta ficou com o independente Cosimo Cannito (53%). Por sua vez, o M5S não conseguiu vencer em nenhuma capital no primeiro turno e disputará o segundo em apenas três: Avellino, contra a centro-esquerda, e Ragusa e Terni, contra a direita. Em duas delas, o partido chega em desvantagem.

Já o PD, que vem de uma amarga derrota nas eleições legislativas de 4 de março, após ter governado o país por cinco anos, disputará o segundo turno em oito capitais. Além de Avellino, o partido está na briga em Ancona, Brindisi, Massa, Pisa, Siena, Sondrio e Teramo, em todas contra postulantes conservadores.

A direita, em franca ascensão, ainda fará o segundo turno contra candidatos independentes em Imperia, Messina, Siracusa e Viterbo. Se vencerem em todas as capitais nas quais ainda estão vivos, os conservadores podem ficar com 16 das 20 que foram às urnas. O PD pode garantir, no máximo, 10, e o M5S, três.

"Crescemos por todo o país", comemorou o governador do Vêneto, Luca Zaia, um dos expoentes da Liga. Já o Movimento 5 Estrelas não admitiu a derrota e disse que o "Davi continua a vencer o Golias", nas palavras de seu líder, o vice-premier Luigi Di Maio.

O pleito foi o primeiro teste para avaliar a reação dos eleitores ao governo de coalizão entre o M5S e a Liga, que se aliaram para apoiar o jurista Giuseppe Conte, no poder desde 1º de junho, como primeiro-ministro da Itália.

No entanto, a Liga vem conseguindo impor sua agenda em relação ao M5S, principalmente na questão migratória, e esse cenário se refletiu nas urnas, com o movimento antissistema, que atraíra muitos eleitores de esquerda, mostrando dificuldades nas capitais. (ANSA)

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