Salvini comemora envio de migrantes à Espanha: 'Vitória'

Navio com 629 pessoas a bordo foi recusado por Itália e Malta

Imagem das pessoas a bordo do navio Aquarius
Imagem das pessoas a bordo do navio Aquarius (foto: ANSA)
15:03, 11 JunROMA ZLR

(ANSA) - O ministro do Interior e vice-premier da Itália, Matteo Salvini, comemorou nesta segunda-feira (11) a decisão da Espanha de aceitar o desembarque do navio Aquarius, que resgatou 629 pessoas no Mar Mediterrâneo, incluindo 134 menores de idade e sete mulheres grávidas.

Segundo Salvini, trata-se de uma "vitória". "629 imigrantes a bordo do navio Aquarius em direção à Espanha. Primeiro objetivo alcançado", declarou, acrescentando que "vale a pena levantar a voz".

"Queremos colocar fim a esse tráfico de seres humanos. Como levantamos problemas para o Aquarius, o faremos para todos os outros navios", acrescentou. Salvini acusa as ONGs que atuam no Mediterrâneo de esperarem na costa da Líbia para encher seus navios de migrantes forçados.

Já as entidades dizem que essa é uma forma de evitar que essas pessoas morram tentando cruzar o Mediterrâneo em barcos superlotados ou até em botes infláveis. O Aquarius, operado em parceria pelas ONGs SOS Méditerranée e Médicos Sem Fronteiras, foi aceito pela Espanha, agora governada pelo socialista Pedro Sánchez, após ter sido recusado por Malta e Itália.

"Agradeço ao premier espanhol por ter acolhido o Aquarius depois de a Itália ter infringido regras internacionais", declarou o premier maltês, Joseph Muscat. O navio está a 35 milhas da Itália e a 27 de Malta, mas ainda não recebeu a indicação sobre o porto no qual atracará.

A Espanha fica a mais de 700 milhas. Segundo MSF, um homem ameaçou se jogar no mar, com medo de que fosse levado de volta à Líbia, de onde as pessoas resgatadas partiram. "No caso do navio Aquarius, o ministro do Interior demonstrou equilíbrio e sabedoria", disse o premier italiano, Giuseppe Conte, que cobrou ajuda da Europa para lidar com a emergência no Mediterrâneo. (ANSA)

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