Veneza decide banir turistas 'mal educados' por até 6 meses

Novo regulamento pune atos como pular nos canais da cidade

Turistas lotam praça San Marco, em Veneza
Turistas lotam praça San Marco, em Veneza (foto: ANSA)
21:49, 12 JulVENEZA ZLR

(ANSA) - A Prefeitura de Veneza aprovou nesta quinta-feira (12) um regulamento que prevê o banimento de turistas e trabalhadores irregulares que violarem o "decoro" da cidade, que vem buscando formas de conter o crescente descontentamento dos moradores locais com o turismo de massa.

O projeto, que será submetido a votação do Conselho Municipal, prevê multas de 100 a 300 euros (de R$ 455 a R$ 1.365, segundo a cotação atual) para quem cometer ações que "limitem a livre acessibilidade e usabilidade das infraestruturas ferroviárias, aeroportuárias, marítimas e de transporte público local, urbano e interurbano".

Além disso, os infratores podem ser banidos de Veneza por 48 horas e, em caso de reincidência, por até seis meses. A medida mira sobretudo comportamentos recorrentes entre turistas, como urinar em lugares públicos, fazer piqueniques no meio das ruas, sentar ou deitar nos degraus das pontes ou sob pórticos e pular nas águas dos canais venezianos.

Não será tolerada nem mesmo as práticas de se sentar na beira dos canais e colocar os pés na água e de usar pranchas de surfe em áreas alagadas em dias de "acqua alta". O regulamento também proíbe o consumo de bebidas alcóolicas nas ruas das 19h às 8h do dia seguinte.

Ainda há medidas para evitar ações abusivas contra os turistas, como a prática de pegar as bagagens de viajantes na escada para forçá-los a dar dinheiro. O objetivo do regulamento é evitar qualquer ato que possa representar uso irregular do solo público ou que atrapalhe a circulação nas estreitas vias do centro histórico de Veneza.

Nos últimos anos, a cidade vem adotando medidas para reduzir o fluxo de turistas e impondo multas para coibir comportamentos inadequados. Ainda em 2018, a Prefeitura deve começar a testar um sistema de "semáforos" para viajantes na praça San Marco. (ANSA)

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