Trem atropela crianças que tentavam ir à praia na Itália

Jovens morreram no incidente, ocorrido na Calábria

Trem atropela crianças que tentavam ir à praia na Itália (foto: ANSA)
10:10, 09 AgoREGGIO CALÁBRIA ZBF

(ANSA) - Duas crianças morreram ontem (8) na cidade de Brancaleone, na Calábria, extremo sul da Itália, atropeladas por um trem enquanto tentavam atravessar os trilhos para chegarem a uma praia.

O acidente aconteceu no período da tarde, ao longo da linha Jonica, que corta a península de norte a sul pela costa leste. Na ocasião, a mãe e seus filhos, de 12 e 6 anos, não notaram a chegada do trem e foram atingidos pelo comboio.

As crianças, um menino e uma menina, não resistiram aos ferimentos e morreram. Por sua vez, a mãe, Simona Dall'Acqua, de 49 anos, está internada em coma em um hospital de Reggio Calábria, com um ferimento na cabeça e múltiplas fraturas na pelve. Ela já passou por uma intervenção cirúrgica para conter uma hemorragia cerebral.

Segundo as autoridades, o pai de uma das crianças e marido de Dall'Acqua, Antonino Parpiglia, de 54 anos, deixou os três perto da linha férrea e saiu para estacionar o carro. Giulia Pipolo, uma das crianças e portadora de autismo, teria escapado da visão da mãe, tentando cruzar a linha do trem sozinha. Seu irmão, Lorenzo, perseguiu-a para tentar tirá-la dos trilhos, e em seguida a mãe os seguiu para tentar salvar ambos. O trem, que vinha a mais de 100 km/h, não conseguiu frear para evitar a tragédia.

O trecho onde ocorreu o acidente é uma faixa de trilhos de sentido único a poucos metros da praia. O local não possui sistemas de proteção, mas conta com passagens subterrâneas para pedestres que desejam cruzar a linha. No entanto, alguns banhistas preferem atravessar a linha férrea para ganharem tempo.

"É assim em todos os lugares na Itália e eu diria que na Europa. Nem seria realisticamente possível colocar barreiras em todas as localidades da linha, pois o Jonico possui 450 quilômetros de extensão e 90% dela percorre a costa", disse o maquinista e secretário da Associação Ferroviária da Calábria, Vittorio Lascala, que culpou a imprudência da família pelo acidente.(ANSA)

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