Rejeição da UE derruba bolsa e eleva spread na Itália

Em carta, Comissão Europeia não aprovou manobra econômica

14:58, 08 OutROMA ZCC

(ANSA) - O spread entre os títulos da dívida pública da Itália e da Alemanha encerrou o pregão desta segunda-feira (8) em 302 pontos, se mantendo em alta, após a carta da Comissão Europeia rejeitar a manobra econômica feita pelo governo.

Esse indicador é usado como reflexo da confiança dos investidores no mercado italiano: quanto mais alto o spread, maiores o risco e os juros da dívida do país. Com isso, a taxa de juros do título BTP de 10 anos é de 3,56%, a maior desde fevereiro de 2014.

O diferencial entre os títulos marcou um aumento de mais de 20 pontos-base, chegando a 208 (taxa em 1,52%), enquanto o spread entre os títulos de cinco anos retorna para 286 depois de ultrapassar 300 pontos, o maior desde maio.

As ações dos bancos caíram drasticamente. O FTSE MIB fechou em queda de 2,43%, abaixo de 20 mil, para 19.851 pontos, seguido do Banco BPM (-6,47%), Intesa Sanpaolo (-3,26%), Unicredit (-3,56%), Banca Generali (-4,46%), Mediobanca (-4,67%) e Ubi Banca (-4,94%).
   

Os mercados europeus também fecharam em vermelho por temer uma crise na Itália. A Bolsa de Valores de Londres perdeu 1,16% para 7.233 pontos, enquanto que Frankfurt caiu 1,36% para 11.947 pontos e Paris 1,1% para 5.300 pontos. A menor queda foi em Madri (-0,59%).
   

A tensão nos mercados ocorre em decorrência da lei orçamentária da Itália, que prevê um déficit fiscal de 2,4% pelos próximos três anos, índice 0,8 ponto maior do que o exigido pela União Europeia para o país conseguir reduzir sua dívida, a segunda maior da zona do euro (132% do PIB). (ANSA)

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