Padre italiano raptado no Níger em setembro está vivo

Pierluigi Maccalli trabalhava como missionário no país africano

Pierluigi Maccalli em foto tirada de suas redes sociais
Pierluigi Maccalli em foto tirada de suas redes sociais (foto: Ansa)
15:04, 04 DezROMA ZCC

(ANSA) - O bispo da diocese de Niamey, dom Djalwana Laurent Lompo, afirmou nesta terça-feira (4) que o padre italiano Pierluigi Maccalli, sequestrado no Níger, na África Subsaariana, no último dia 17 de setembro, está vivo e em boas condições.

A informação foi divulgada pela agência vaticana "Fides", citando um comunicado do padre Désiré Salako, superior da Sociedade para as Missões Africanas (Sma) do Benin-Níger, território em que o italiano estava em missão.
   

De acordo com a nota, Salako foi o primeiro a saber que Maccalli estava vivo, mas não tinha como divulgar "por motivos de segurança".
   

Maccalli, originário da diocese de Crema, no norte da Itália, já havia sido missionário na Costa do Marfim e trabalha na paróquia de Bomoanga, perto da fronteira com Burkina. As autoridades suspeitam que um dos motivos do sequestro possa ter sido sua atuação para evangelizar meninas vítimas de mutilação genital.

"A primeira preocupação das autoridades do Níger, mas também da Embaixada italiana em Niamey, é a segurança do padre Pierluigi e que qualquer ação que seja tomada não coloque em risco a sua vida", explicou o padre Marco Prada, da Sma.

"É desejo de todos que este caso se conclua pacificamente, sem violência desnecessária", acrescentou Desiré, reforçando que é preciso ter paciência. "O tempo que passa, o aparente silêncio, a falta de notícias, não devem ser interpretados como sinal de inatividade. Pelo contrário, é o clima mais frutífero porque as partes envolvidas podem entrar em contato com discrição e confiança mútua", finalizou o padre.

Desde o rapto, supostamente obra de "jihadistas", o Ministério Público de Roma abriu um inquérito por "sequestro de pessoas a fim de terrorismo". Situado na África Subsaariana, o Níger é um dos países de trânsito dos deslocados internacionais que partem das nações vizinhas, como a Nigéria, para chegar à Líbia e tentar cruzar o Mediterrâneo rumo à Itália. (ANSA)

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