Terremoto causado por vulcão Etna deixa 10 feridos na Itália

Vulcão entrou em erupção na última segunda-feira (24)

Terremoto causado por vulcão Etna deixa 10 feridos na Itália (foto: ANSA)
18:57, 26 DezROMA ZBF

(ANSA) - Pelo menos 600 pessoas foram deslocadas do norte da província de Catania, na Sicília, em decorrência do terremoto de 4,8 graus na escala Richter que atingiu a região na madrugada desta quarta-feira (26).

As autoridades chegaram a este número graças aos pedidos realizados pelos moradores da região. Com isso, a Proteção Civil da Itália, juntamente com o responsável pelo governo da Catania, Claudio Sammartino, criou uma equipe para gerir a crise. Um acordo foi feito entre a prefeitura da cidade e a associação hoteleira Federalberghi para hospedar os atingidos em instalações turísticas.

Além disso, apesar de não habitarem em residências declaradas inabitáveis, cidadãos que estão com medo de voltar para casa serão alojados em ginásios esportivos por uma noite. Escolas também serão abertas para receber os afetados pelo tremor.

O governador da Sicília, Nello Musumeci, anunciou que amanhã (27), após reunião extraordinária, irá encaminhar ao governo italiano uma declaração de estado de calamidade na região afetada pelo terremoto e erupção do vulcão Etna.

 
Nesta quinta, o ministro do Interior, Matteo Salvini, e o ministro de Desenvolvimento Econômico, Luigi Di Maio, também visitarão a região.

Especialistas acreditam que o Etna esteja resfriando e que o pico de atividades tenha ocorrido no último dia 24. O vulcão localizado no sul da Itália começou a expelir colunas de fumaça na véspera de Natal.


“Do ponto de vista científico, trata-se de um evento isolado. Os técnicos dizem que estamos caminhando para um esfriamento da lava e devemos esperar uma quiescência da atividade eruptiva, a qual o pico foi registrado no Natal. Agora, estamos nos direcionando a uma diminuição do fenômeno”, disse o chefe do departamento Defesa Civil, Angelo Borrelli.

Segundo ele, não se deve esperar nenhum tremor de terra maior do que os resgistrados até agora. Um terremoto de 4,8 graus na escala Richter atingiu na madrugada desta quarta-feira (26) o norte da província de Catania, na Sicília, e deixou 10 feridos e imóveis destruídos.

O tremor, sentido às 3h18 locais (0h18 de Brasília), foi provocado pelo vulcão Etna, que entrou em atividade na última segunda-feira (24). De acordo com o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV), o terremoto foi registrado a 1 quilômetro de profundidade, com epicentro próximo às cidades de Viagrande e Trecastagni.

O tremor de terra causou pânico na população de Catania, que abandonou suas casas e correu para a rua no momento do fenômeno.

"Sobrevivemos por um milagre", disse uma família de quatro pessoas, depois que as paredes da residência caíram. "Estávamos dormindo e, quando acordamos, vimos as paredes caindo", relataram.

O vulcão Etna começou a expelir colunas de cinza no último dia (24), levando ao fechamento parcial do aeroporto de Catania. As atividades do vulcão já tinham provocado uma série de tremores de 4 e 4,3 graus, mas nenhum deles causara danos até agora.  

União Europeia

O Comissário da União Europeia para gestão de crises, Christos Stylianides, afirmou nesta quarta-feira (26), no Twitter, que a UE "está acompanhando de perto a situação na Sicília", na Itália, após o terremoto causado pelo vulcão Etna. 

De acordo com a publicação, a Comissão, a pedido das autoridades italianas, está fornecendo mapas de satélites através do programa Copernicus, projeto entre a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Comissão Europeia que tem como objetivo observar a situação das áreas verdes em todo mundo, para prestar mais assistência à proteção civil do país.

INGV 

Especialistas do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) de Catania realizaram uma inspeção no vulcão em um helicóptero da Guarda Costeira e constatou que a emissão de lava está diminuindo.

De acordo com os relatos, a fissura eruptiva na área do cume do Etna está ativa apenas em sua extremidade inferior, onde há uma abertura efusiva a uma altitude de 2.400 metros. (ANSA)

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