Salvini manda fechar centro com mais de 500 migrantes

Ministro prometeu usar dinheiro economizado com os "italianos"

Migrante no centro de acolhimento de Castelnuovo di Porto, na província de Roma
Migrante no centro de acolhimento de Castelnuovo di Porto, na província de Roma (foto: ANSA)
17:25, 22 JanROMA ZLR

(ANSA) - O Ministério do Interior da Itália, chefiado por Matteo Salvini, determinou o fechamento de um centro de acolhimento de migrantes em Castelnuovo di Porto, situado 30 quilômetros ao norte de Roma e que abriga mais de 500 pessoas.

Os hóspedes do local que estão aguardando a análise de pedidos de refúgio serão transferidos para "centros de emergência" de todo o país, mas 150 indivíduos com permissão de estadia por motivos humanitários podem acabar na rua.

Segundo determinação do chamado "Decreto Salvini", que entrou em vigor no ano passado, migrantes nessas condições não podem ficar em centros de acolhimento, e a Itália não concederá mais permissões de estadia por motivos humanitários.

Em vídeo no Facebook, o ministro do Interior argumentou que o fechamento foi determinado por economia de gastos. "Usaremos o dinheiro economizado para ajudar italianos ou quem quer que precise. Os hóspedes haviam caído pela metade: de mil passaram para 534. Chegou o momento de decidir renovar o contrato ou não. Como faz um bom administrador, fechamos uma estrutura superdimensionada", disse.

A medida, no entanto, gerou protestos. "Estamos tristes e preocupados. Pedimos que [os migrantes] não sejam tratados como gado", disse o padre José Manuel Torres, que organizou uma marcha em defesa dos solicitantes de refúgio.

O centro de acolhimento de Castelnuovo di Porto é o segundo maior da Itália e foi visitado pelo papa Francisco em 2016. O Ministério do Interior deu prazo até 31 de janeiro para a cooperativa responsável fechar o local.

A Prefeitura da cidade colaborava com o centro e até empregava algumas dezenas de migrantes. Salvini, responsável por bloquear os portos do país para deslocados internacionais, já anunciou que pretende fechar outras estruturas semelhantes. (ANSA)

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