MP denuncia 25 por avalanche em hotel na Itália

Desastre do Rigopiano ocorreu em 18 de janeiro de 2017

Hotel Rigopiano foi destruído por avalanche em janeiro de 2017
Hotel Rigopiano foi destruído por avalanche em janeiro de 2017 (foto: ANSA)
13:52, 06 FevPESCARA ZLR

(ANSA) - O Ministério Público de Pescara denunciou nesta quarta-feira (6) 24 pessoas e uma empresa no inquérito sobre a avalanche que destruiu o Hotel Rigopiano, em Farindola, centro da Itália, em 18 de janeiro de 2017. A tragédia deixou 29 mortos.

Entre os denunciados estão o prefeito de Farindola, Ilario Lacchetta, e os ex-chefes da Província de Pescara Antonio Di Marco e Francesco Provolo, além de outros dirigentes provinciais e regionais.

Os 25 sujeitos podem responder por desastre culposo, lesões culposas, homicídios culposos, falsidade ideológica, construção abusiva e abuso de poder, além de diversos delitos ambientais.

O Ministério Público atribui a essas pessoas a construção de um hotel em uma zona de elevado risco de avalanche, perigo que não levantou objeções por parte de órgãos municipais e regionais. Além disso, os procuradores dizem que o Rigopiano devia permanecer fechado no inverno.

O hotel ficava na cidade de Farindola, na Cordilheira dos Apeninos, e foi completamente destruído. Os hóspedes e funcionários que faleceram na avalanche estavam apenas aguardando o envio de um caminhão limpa-neve para ir embora, após uma série de terremotos na região.

O processo também deve investigar por que não foi feito um mapa de risco de avalanches e possíveis atrasos na ativação do resgate. A operação de socorro dos hóspedes e funcionários do Rigopiano só teve início às 10h de 18 de janeiro, cerca de oito horas antes da avalanche - no momento do deslizamento, as vítimas estavam no saguão do hotel.

Cabe agora ao Tribunal de Pescara decidir se aceita ou não a denúncia do Ministério Público.

Confira abaixo a lista completa dos outros 22 denunciados:

- Carlo Visca, diretor do Departamento de Proteção Civil entre 2009 e 2012.

- Vincenzo Antenucci, dirigente do Serviço de Prevenção de Riscos entre 2001 e 2013.

- Enrico Colangeli, técnico da Prefeitura de Farindola.

- Bruno Di Tommaso, administrador do hotel e responsável pela empresa Gran Sasso Resort & Spa, dona do Rigopiano.

- Paolo D'Incecco, Ida De Cesaris e Mauro Di Blasio, dirigentes da Província de Pescara.

- Leonardo Bianco, ex-chefe de gabinete da Província de Pescara.

- Pierluigi Caputi, diretor de Obras Públicas da região de Abruzzo até 2014.

- Marco Paolo Del Rosso, empreendedor que pediu autorização para construir o hotel.

- Carlo Giovani, dirigente da Proteção Civil.

- Massimiliano Giancaterino e Antonio De Vico, ex-prefeitos de Farindola.

- Luciano Sbaraglia, geólogo.

- Antonio Sorgi, diretor da Direção Nacional de Parques de Abruzzo.

- Giuseppe Gatto, redator de um relatório técnico sobre o pedido de socorro feito pelo Rigopiano.

- Andrea Marrone, consultor encarregado por Di Tommaso de adequar o hotel às normas de prevenção de infortúnios.

- Emidio Rocco Primavera, diretor do Departamento de Obras Públicas.

- Giulio Honorati, comandante da Polícia Provincial de Pescara.

- Tino Chiappino, técnico da Província de Pescara.

- Sabatino Belmaggio, responsável pelo serviço de prevenção de avalanches até 2016.

- A empresa Gran Sasso Resort & Spa. (ANSA)

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