Itália nega participação em repatriação de norte-coreana

Filha de diplomata desertor teria voltado ao país asiático

Embaixada da Coreia do Norte em Roma, capital da Itália
Embaixada da Coreia do Norte em Roma, capital da Itália (foto: ANSA)
14:44, 20 FevROMA ZLR

(ANSA) - O Ministério das Relações Exteriores da Itália afirmou nesta quarta-feira (20), por meio de uma nota, que a filha de Jo Song-gil, ex-encarregado de negócios da Embaixada da Coreia do Norte em Roma, voltou a seu país por opção própria.

Segundo outro dissidente, Thae Yong-ho, ex-número dois da Embaixada de Pyongyang em Londres e que hoje vive na Coreia do Sul, a estudante de 17 anos foi repatriada à força antes de tentar se reunir com seus pais, desaparecidos desde novembro de 2018.

De acordo com a Farnesina, uma comunicação diplomática datada de 5 de dezembro informava que Jo e a esposa haviam deixado a Embaixada da Coreia do Norte e que sua filha pedira para voltar a seu país, onde se encontraria com os avós.

Ainda segundo o Ministério das Relações Exteriores da Itália, a jovem foi acompanhada por funcionárias da Embaixada de Pyongyang. "A Farnesina não dispõe de qualquer outra informação sobre o caso", diz a nota.

Tanto o ministro das Relações Exteriores, Enzo Moavero, quanto o do Interior, Matteo Salvini, estão sendo cobrados a dar explicações sobre a suposta repatriação da norte-coreana, até pelo antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S), maior partido da base aliada.

O temor é de que a jovem sofra retaliações do regime de Kim Jong-un por causa da deserção de seus pais. (ANSA)

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