De arqueólogo a voluntários: as vítimas italianas na Etiópia

Desastre com avião da Ethiopian Airlines deixou 157 mortos

Da esquerda para a direita, de cima para baixo, sete das oito vítimas italianas da tragédia: Sebastiano Tusa, Carlo Spini, Gabriella Viggiani, Matteo Ravasio, Virginia Chimenti, Maria Pilar Buzzetti e Paolo Dieci (foto: ANSA)
14:56, 10 MarPALERMO ZLR

(ANSA) - O secretário de Cultura da Sicília, o renomado arqueólogo Sebastiano Tusa, é um dos oito italianos mortos no acidente aéreo deste domingo (10) com um avião da Ethiopian Airlines, que fez 157 vítimas.

Tusa, 66 anos, comandava as políticas culturais da quarta região mais populosa da Itália desde abril de 2018, no governo conservador de Nello Musumeci. Ele também era professor de paleontologia na Universidade dos Estudos Freira Orsola Benincasa, de Nápoles.

"Estou destruído, é uma tragédia terrível na qual ainda não consigo acreditar. Perdi um amigo, um trabalhador incansável, um secretário de grande capacidade técnica e equilíbrio, que ia ao Quênia a trabalho. Um homem honesto e de bem, que amava a Sicília como poucos", disse o governador Musumeci.

 

Filho do também famoso arqueólogo Vincenzo Tusa, o italiano viajava para o Quênia, onde já havia estado em dezembro passado com sua esposa, Valeria Patrizia Li Vigni, diretora do Museu de Arte Contemporânea de Palermo. Ele participaria de uma conferência de arqueologia da Unesco.

Outras vítimas

A lista de oito italianos mortos no acidente aéreo também inclui dois homens e uma mulher que trabalhavam em uma ONG de Bergamo que realiza ações na região, a "Africa Tremila".

Carlo Spini, 75 anos, era presidente da entidade e faleceu ao lado de sua esposa, a enfermeira Gabriella Viggiani, e do tesoureiro da organização, Matteo Ravasio, cujas idades ainda não foram divulgadas. Os três haviam partido de Roma na noite de sábado (9) e seguiam para Nairóbi após uma conexão em Adis Abeba.

Do Quênia, o trio viajaria para o Sudão do Sul, onde a ONG está montando um hospital. Spini e Viggiani moravam na Toscana, mas passavam longos períodos na África. Eles deixam quatro filhos.

O acidente aéreo também matou o presidente de outra entidade humanitária, o Comitê Internacional para o Desenvolvimento dos Povos (Cisp), Paolo Dieci, que vivia em Roma. A ONG atua em mais de 30 países, inclusive o Brasil, promovendo ações de desenvolvimento, formação e integração.

Dieci também comandava a rede LinK2007, associação que coordena os trabalhos de 14 ONGs. As outras três vítimas italianas do acidente na Etiópia são Virginia Chimenti e Maria Pilar Buzzetti, funcionárias do Programa Alimentar Mundial da ONU, e Rosemary Mumbi.

"Hoje é um dia de dor", disse no Twitter o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte. "No avião da Ethiopian Airlines que se acidentou após a decolagem em Adis Abeba, havia inclusive nossos compatriotas. Unimo-nos todos aos familiares das vítimas, dirigindo a eles nossos pensamentos", escreveu. (ANSA)

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