Battisti é ouvido na cadeia sobre comutação de pena

Italiano quer progredir de perpétua para 30 anos de prisão

Mural em Roma ironiza
Mural em Roma ironiza "exposição" de Cesare Battisti em sua chegada à Itália (foto: ANSA)
15:55, 14 MarORISTANO ZLR

(ANSA) - Cesare Battisti foi interrogado nesta quinta-feira (14), na penitenciária de Oristano, sul da Itália, a respeito do pedido da defesa para comutar sua sentença de prisão perpétua para 30 anos de cadeia.

A decisão da Corte de Apelação de Milão, onde corre o recurso, deve ser anunciada na próxima segunda-feira (18). A audiência durou cerca de uma hora, e Battisti deu explicações sobre sua captura em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.

A solicitação da defesa se baseia no acordo de extradição entre Brasil e Itália, que prevê que pessoas entregues para a nação europeia cumpram a pena máxima estipulada pela legislação brasileira, que é de 30 anos de reclusão.

Segundo o advogado Davide Steccanella, os dois países fecharam um acordo em outubro de 2017 para que seu cliente não fosse submetido à pena perpétua. Battisti, contudo, não foi extraditado pelo Brasil, mas sim expulso pela Bolívia.

Steccanella, por sua vez, alega que as autoridades bolivianas não respeitaram os procedimentos de expulsão e que, devido à ausência de documentos relativos à entrega de Battisti à Itália, o único acordo de extradição válido continua sendo aquele com o Brasil.

Ex-membro do grupo terrorista Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), ele cumpre pena de prisão perpétua por quatro assassinatos cometidos na década de 1970. Battisti foi condenado em contumácia e passou quase 40 anos foragido. (ANSA)

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