Taxa contra turistas será usada para 'limpar' Veneza

A cobrança foi criada pelo prefeito Luigi Brugnaro

Protesto contra limite à entrada de turistas em Veneza, em 29 de abril de 2018
Protesto contra limite à entrada de turistas em Veneza, em 29 de abril de 2018 (foto: ANSA)
16:28, 14 MarROMA ZLR

(ANSA) - O prefeito de Veneza, Luigi Brugnaro, disse nesta quinta-feira (14), durante uma sabatina na sede da ANSA, em Roma, que a taxa de desembarque instituída por seu governo será revertida para a limpeza do centro histórico da cidade.

A cobrança deve entrar em vigor a partir de maio, ao preço único de três euros, e terá caráter experimental, com a possibilidade de ser alterada de acordo com os resultados. A expectativa é que o valor aumente gradualmente até chegar a oito euros em dias úteis e 10 euros em fins de semana e feriados a partir de 2020.

"Para que serve a contribuição? Por exemplo, para limpar o centro histórico de Veneza, nós o limpamos à mão", explicou Brugnaro. Segundo o prefeito, a cidade gasta 30 milhões de euros a mais do que outros municípios de tamanho semelhante para limpar seu centro histórico, devido às especificidades de Veneza.

A taxa é voltada apenas aos turistas que não pernoitam na cidade, uma vez que aqueles que dormem em hospedagens venezianas já pagam a "tassa di soggiorno", que varia de um a cinco euros por diária. "A contribuição será arrecadada por meios de transporte, como trens, táxis, ônibus e navios", acrescentou Brugnaro.

Ao todo, 22 categorias serão isentas, incluindo pessoas nascidas em Veneza e que moram em outros lugares; torcedores de clubes que visitam a cidade para partidas de futebol, desde que eles cheguem em meios públicos; moradores da região do Vêneto; pessoas submetidas a tratamentos médicos; estudantes; deficientes físicos; e trabalhadores pendulares.

Ainda de acordo com Brugnaro, a cobrança só será instituída depois de 1º de maio, por razões técnicas. "Mas pode ser em junho ou julho, é difícil fazer previsões agora", declarou o prefeito, que espera arrecadar 3 milhões de euros em 2019 com a taxa. (ANSA)

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