Salvini rebate 'herói' que quer dar cidadania a colegas

Ramy Shehata, 13 anos, evitou massacre de estudantes na Itália

Ramy Shehata, 13 anos, nasceu na Itália, mas não tem cidadania
Ramy Shehata, 13 anos, nasceu na Itália, mas não tem cidadania (foto: ANSA)
15:02, 23 MarCERNOBBIO ZLR

(ANSA) - O ministro do Interior e vice-premier da Itália, Matteo Salvini, ironizou neste sábado (23) o desejo do adolescente Ramy Shehata, "herói" do sequestro de um ônibus escolar na última quarta-feira (20), de oferecer cidadania italiana a seus colegas.

Ramy, filho de imigrantes egípcios, conseguiu esconder seu celular do sequestrador Ousseynou Sy e avisar a polícia, evitando que o rapto terminasse em um massacre de proporções inéditas no país.

Apesar de ter nascido na Itália, o jovem só poderá ter cidadania ao completar 18 anos, embora o governo esteja estudando torná-lo italiano para homenagear seu ato de heroísmo. Em entrevista à imprensa local, Ramy também disse que gostaria de dar a cidadania italiana a outros filhos de imigrantes que estudam com ele.

"Essa é uma escolha que ele poderá fazer quando for eleito parlamentar. Por enquanto, a lei de cidadania está ótima assim", afirmou Salvini, ao ser questionado sobre o desejo de Ramy. Sobre a concessão da cidadania ao jovem, o ministro disse que o governo está "fazendo todas as verificações do caso".

"Antes de escolhas tão importantes, é preciso averiguar tudo e todos", acrescentou. Salvini, secretário da ultranacionalista Liga, é o responsável pelo endurecimento das políticas migratórias na Itália e fechou os portos do país para migrantes resgatados no mar. (ANSA)

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