Itália implode pilares de ponte em Gênova

Desabamento matou 43 pessoas em 14 de agosto de 2018

Implosão dos pilares 10 e 11 da Ponte Morandi, em Gênova (foto: ANSA)
08:11, 28 JunGÊNOVA ZLR

(ANSA) - As autoridades da Itália realizaram nesta sexta-feira (28) a implosão dos pilares 10 e 11 da Ponte Morandi, em Gênova, cujo desabamento matou 43 pessoas em 14 de agosto de 2018.

A demolição das duas estruturas, que davam sustentação ao trecho central da ponte, ocorreu por volta de 9h30 (horário local) e foi saudada por aplausos das autoridades presentes. Houve um pequeno atraso no cronograma devido à denúncia de que um idoso estava escondido em um apartamento evacuado, mas a suspeita não se confirmou.

A implosão foi realizada por meio de dinamites instalados na base dos pilares e durou alguns segundos, levantando uma imensa nuvem de poeira, que se dissolveu em pouco tempo graças à ajuda da brisa marinha.

Entre as autoridades presentes estavam os ministros Matteo Salvini (Interior), Luigi Di Maio (Trabalho e Desenvolvimento Econômico) e Elisabetta Trenta (Defesa), além do prefeito de Gênova, Marco Bucci, e do governador da Ligúria, Giovanni Toti.

"A implosão foi concluída com sucesso", disse o coronel Juri Grossi, coordenador do regimento do Exército que realiza agora um trabalho de reconhecimento para garantir que todos os explosivos tenham sido detonados. A demolição da Ponte Morandi teve início em fevereiro passado, com a desmontagem do tabuleiro de 800 toneladas e 36 metros de comprimento que resistira ao desabamento. A reconstrução já está em curso e ficou a cargo do consórcio PerGenova, formado pela estatal Fincantieri e pela construtora privada Salini Impregilo.

O projeto foi feito pelo arquiteto e senador vitalício Renzo Piano e é estimado em 200 milhões de euros, com expectativa de conclusão para abril de 2020 - virou motivo de piada na Itália uma frase do ministro da Infraestrutura Danilo Toninelli, que disse que Gênova se recuperaria em "alguns meses, no máximo anos".

Inaugurada em 1967, a ponte havia sido construída por meio de um método desenvolvido pelo engenheiro italiano Riccardo Morandi e usado em poucos lugares do mundo. O sistema é baseado em uma ponte estaiada, mas com as pistas suspensas por cabos de concreto, e não de aço, como é mais comum.

As causas do desabamento ainda estão sob investigação, mas o partido governista Movimento 5 Estrelas (M5S) culpa a concessionária Autostrade per l'Italia, controlada pela família Benetton e que negocia a compra da companhia aérea Alitalia. (ANSA)

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