Após explosões em vulcão, Stromboli vive cenário de guerra

Um italiano morreu e um brasileiro ficou ferido no incidente

Após explosões em vulcão, Stromboli vive cenário de guerra
Após explosões em vulcão, Stromboli vive cenário de guerra (foto: ANSA)
09:53, 04 JulSTROMBOLI ZBF

(ANSA) - Stromboli, na Itália, volta lentamente à normalidade nesta quinta-feira (4), após as duas violentas explosões ocorridas ontem, às 16h46 locais, no vulcão da ilha.

No entanto, o cenário ainda parece de guerra, com poeira negra cobrindo as residências e detritos pelas ruas. A zona mais atingida é o vilarejo de Ginostra. "Agora estamos trabalhando para limpar, mas precisamos de ajuda e de braços fortes", disse o morador Gianluca Giuffrè.

 

O prefeito de Lipari, Marco Giorgianni, informou que a situação está sob controle na ilha. "Em Ginostra, e em grande parte da ilha, o fornecimento de energia elétrica foi retomado. Técnicos da Enel trabalharam durante a noite para reparar os danos", disse.

 

Segundo ele, não há necessidade de evacuar Stromboli, apesar de 98 pessoas terem se apavorado e deixado a ilha às pressas. As explosões, que expeliram lava e cinzas, causaram a morte do italiano Massimo Imbesi, de 35 anos, e deixaram ao menos três pessoas feridas, entre elas um brasileiro. As autoridades italianas investigarão a causa da morte de Imbesi: intoxicação pela fumaça ou uma queda enquanto tentava fugir das explosões, já que o rapaz apresentava uma lesão no peito.

O brasileiro, que era amigo de Imbesi e está em estado de choque, deve prestar depoimento para esclarecer a dinâmica do ocorrido. Ele foi encontrado desidratado pelas equipes de socorro. Os dois realizavam uma excursão pelo vulcão. A ilha também sofreu um terremoto de 2 graus de magnitude durante esta madrugada, o que especialistas acreditam ser um efeito do assentamento do vulcão.

 

O vulcão Stromboli é um dos mais ativos do mundo e está localizado em uma ilha da Sicília, no sul da Itália, que leva o mesmo nome. Mas as explosões de ontem estão entre as mais fortes de todas as registradas no vulcão desde 1985, quando foi ativado o sistema de monitoramento, de acordo com um especialista do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV), Eugenio Privitera.
    (ANSA)

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