Advogado depõe sobre suposto dinheiro russo à Liga

Gianluca Meranda estava em reunião no Hotel Metropol, em Moscou

Parlamentares da oposição protestam contra Salvini por
Parlamentares da oposição protestam contra Salvini por "caso Rússia" (foto: ANSA)
14:05, 18 JulROMA ZLR

(ANSA) - A Guarda de Finanças de Milão interrogou nesta quinta-feira (18) o advogado Gianluca Meranda, um dos italianos presentes na reunião onde se teria negociado um suposto repasse de dinheiro russo para a Liga, partido do ministro do Interior e vice-premier Matteo Salvini.

A reunião aconteceu em outubro de 2018, no Hotel Metropol, em Moscou, durante uma visita oficial de Salvini à Rússia. Na ocasião, quatro italianos e dois russos discutiram a criação de um fundo de US$ 65 milhões a ser usado pela Liga nas eleições europeias de maio passado.

O dinheiro seria obtido por meio da venda de petróleo de uma grande empresa da Rússia para a estatal italiana ENI. Além de Meranda, participaram da reunião o consultor financeiro Francesco Vannucci e Gianluca Savoini, ex-porta-voz de Salvini.

Investigado por suspeita de corrupção internacional, Meranda compareceu a uma delegacia da Guarda de Finanças em Milão, mas não respondeu aos investigadores, assim como Savoini, que também é alvo do inquérito, já havia feito anteriormente.

O advogado é especialista em direito comercial, e seu escritório, o Sqlaw, tem como clientes grandes empresas de petróleo e bancos de investimento. O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, irá ao Senado no dia 24 de julho para explicar a presença de Savoini em um jantar de gala oferecido ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, no início do mês.

Salvini, no entanto, ainda não aceitou ser sabatinado pelo Parlamento. O ministro diz que a Liga nunca recebeu dinheiro da Rússia e que ele não convidou seu ex-porta-voz para a viagem a Moscou.

"Salvini foge do Parlamento, então só há um modo para sermos sérios: apresentar uma moção de desconfiança a Salvini na Câmara", disse a deputada e ex-ministra Maria Elena Boschi, aliada próxima do ex-premier Matteo Renzi, de oposição. (ANSA)

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