Itália pode homenagear Brasil com cemitério de tropas da 2ªGM

Proposta foi sinalizada em encontro entre embaixador e Mourão

Itália pode homenagear o Brasil com cemitério de soldados da 2ªGM
Itália pode homenagear o Brasil com cemitério de soldados da 2ªGM (foto: Reprodução / Twitter)
15:01, 09 AgoSÃO PAULO ZCC

(ANSA) - O embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini, reuniu-se nesta quinta-feira (8), em Brasília, com o vice-presidente Hamilton Mourão.

No encontro, o diplomata sinalizou que o governo italiano está considerando a possibilidade de homenagear o Brasil com um cemitério de soldados que morreram no país europeu durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

De acordo com o embaixador, o Brasil é o único país que ainda não tem um cemitério atribuído na Itália.

A possível homenagem é cogitada poucos meses depois que o vice de Jair Bolsonaro fez uma breve visita à Florença, onde participou de uma homenagem à Força Expedicionária Brasileira (FEB) em Pistoia, que abriga um memorial pelos pracinhas que lutaram pela libertação da Itália.

"O vice-presidente esteve na Itália em maio passado na Toscana, no lugar de combate da FEB. Seu pai era o capitão do Exército e a visita foi particularmente emocionante", recordou Bernardini à ANSA.

Mourão, por sua vez, chegou a sinalizar a esperança de que o 75º aniversário da participação da FEB na 2ª GM seja comemorado no próximo ano.

O encontro entre os dois ainda foi marcado pela discussão sobre as "excelentes relações entre os países e os investimentos de empresas italianas" que colocam a Itália "em primeira na fila entre os investidores internacionais".

"Expressei a esperança de uma maior participação das empresas italianas no grande plano de infraestrutura do Brasil", disse Bernardini à ANSA.

Por fim, o diplomata italiano e o vice-presidente brasileiro ressaltaram a cooperação no setor de defesa entre as duas nações, principalmente depois que Mourão se encontrou com a ministra da Defesa da Itália, Elisabetta Trenta, em janeiro, por ocasião de sua visita ao Brasil. (ANSA)

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