Salvini pressiona Senado para votar moção contra premier

Líder da Liga fez apelo para votação ocorrer antes do dia 15/08

Salvini pressiona Senado para votar moção contra premier (foto: ANSA)
10:52, 10 AgoROMA ZCC

(ANSA) - Em meio à crise política que coloca em risco a continuidade do governo, o vice-premier e ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, está pressionando o Senado para votar a moção de desconfiança apresentada pela Liga Norte contra o primeiro-ministro Giuseppe Conte antes do dia 15 de agosto.

"Espero que o Parlamento se expresse o mais rápido possível, antes do Ferragosto, não depois. Em breve teremos um governo que tome providências", afirmou Salvini à jornalistas em Policoro, na Basilicata, onde foi alvo de um protesto.

A legenda de extrema-direita liderada por Salvini alega que o país enfrenta muitos entraves que prejudicam o país e apresentou uma moção de desconfiança contra Conte, que precisará ser votada no Senado italiano.

O Parlamento, no entanto, está de férias e a expectativa é de que a moção seja votada somente a partir do dia 20, depois do tradicional feriado de "Ferragosto".

A presidente do Senado, Elisabetta Casellati, já convocou uma reunião com os líderes do grupo para a próxima segunda-feira (12), às 16h (horário local), para discutir a data da votação. Não existem, portanto, limites de tempo estabelecidos pelo regulamento que agende uma data exata para a votação.

A crise teve seu estopim na última quarta-feira (7), quando uma moção para frear o projeto de lei de trem de alta velocidade (TAV) entre Turim e Lyon apresentada pelo M5S foi barrada no Senado. A iniciativa é defendida fortemente pela Liga, o que evidenciou uma rachadura no governo e fez Salvini pressionar por novas eleições.

Hoje cedo, o líder da extrema-direita da Itália ainda reforçou à imprensa italiana seu interesse em marcar a data das eleições antecipadas com urgência.

"Estou interessado que os italianos saibam quando vão votar, tenham um novo Parlamento e um novo governo que dure cinco anos e faça a manobra econômica", acrescentou.

O Movimento 5 Estrelas (M5S), por sua vez, acusa a Liga de ter aberto uma crise "absurda" no governo, mas aceita ir à votação desde que, primeiro, seja concluída a reforma constitucional.

O partido do também vice-premier e ministro do Desenvolvimento Econômico, Luigi Di Maio, está apelando a todas as forças políticas, inclusive anunciou que, na ausência de uma resposta positiva, o M5S começou a coletar assinaturas para solicitar a convocação da sessão.

"Esta manhã vamos começar a recolher assinaturas entre os parlamentares para pedir a programação de emergência na Câmara dos parlamentares. Cortar 345 lugares dos deputados e seus salários. Podemos fazê-lo imediatamente, faltando apenas um voto", explicou. (ANSA)

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