'Salvini abandonou barco e traiu os italianos', ataca Di Maio

Governo italiano enfrenta racha e pode sofrer novas eleições

'Salvini abandonou barco e traiu os italianos', ataca Di Maio
'Salvini abandonou barco e traiu os italianos', ataca Di Maio (foto: ANSA)
09:36, 12 AgoROMA ZBF

(ANSA) - O líder do Movimento 5 Estrelas (M5S), Luigi di Maio, aumentou o tom e fez várias críticas nesta segunda-feira (12) a Matteo Salvini, da Liga Norte, chamando-o de "traidor" e "capitão que abandona o barco".

"Salvini dirá aos italianos para 'ficarem serenos'. Mas pagará caro por ter traído o país", disse Di Maio, em uma assembleia com parlamentares do M5S. "Ele se faz ser chamado de 'capitão', mas abandonou o barco".

Di Maio fez os ataques pelo fato de Salvini ter aberto uma crise sem precedentes no atual governo italiano, que está no poder desde junho de 2018. Como partidos mais votados nas últimas parlamentares eleições na Itália, o M5S e a Liga Norte compunham uma aliança de governo há 14 meses.

No entanto, na semana passada, devido a uma sessão no Parlamento sobre um projeto de trem de alta velocidade no qual Liga Norte e M5S votaram em posições opostas, Salvini declarou que a aliança era incapaz de continuar no poder e pediu a convocação de novas eleições.
   

"[O presidente Sergio] Mattarella é o único que pode decidir quando e se haverá eleições. Já é surreal que exista uma crise [em pleno] feriado de Ferragosto", lamentou Di Maio. "Aos cidadãos é uma imposta uma preocupação não somente por novas eleições, mas pelo fato de que isso atingiria medidas importantes para eles. Um governo não tomaria posse antes de dezembro", considerou o líder do M5S.

Com o governo rachado, o futuro fica nas mãos do atual primeiro-ministro, o jurista Giuseppe Conte. Ele pode apresentar sua renúncia ou se submeter a uma votação de confiança do Parlamento, opção que deve adotar. Se receber a aprovação dos parlamentares, Conte permanece no posto.

No entanto, caso seja rejeitado - o cenário mais provável -, o governo terminará e caberá ao presidente convocar novas eleições. O problema é que a Itália, historicamente, não realiza pleitos no segundo semestre, pois as eleições comprometem a agenda do Parlamento e a aprovação de medidas imprescindíveis, como o orçamento do próximo ano. (ANSA)

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