Prefeito de Veneza atribui inundações às mudanças climáticas

Cidade italiana teve sua maior 'acqua alta' desde 1966

Prefeito de Veneza atribui inundações às mudança climáticas (foto: ANSA)
12:18, 13 NovVENEZA ZCC

(ANSA) - O prefeito de Veneza, Luigi Brugnaro, afirmou nesta quarta-feira (13) que a segunda maior inundação que atingiu a cidade italiana em mais de 50 anos é "efeito das mudanças climáticas".

Em uma publicação no Twitter, o político ressaltou que a enchente "deixará uma marca permanente" na região, porque "a situação é dramática". "Pedimos ao governo que nos ajude. O custo será alto. Esse é o resultado da mudança climática", escreveu Brugnaro ao compartilhar imagens e vídeos da maré alta.

Muitas fotos registraram a Praça San Marco e pessoas caminhando pelas ruas tomadas pela água. Desde ontem, a água invadiu algumas partes da Basílica de San Marco, e especialistas temem danos provocados pelo sal na estrutura. A cripta da igreja, inclusive, está totalmente alagada.

"Veneza está de joelhos. A Basílica de São Marcos sofreu sérios danos como toda a cidade e as ilhas", afirmou o prefeito da cidade. Em 2018, o centro histórico de Veneza já havia batido seu recorde anual de inundações.

Segundo dados oficiais, a "acqua alta" se repetiu 121 vezes ao longo do ano passado, quase o dobro do número verificado em 2017

Estudos apontam que a capital do Vêneto, uma das joias turísticas da Itália, está ameaçada pelas mudanças climáticas e pela contínua erosão do solo lagunar, especialmente em função da passagem de grandes navios.

A enchente é o mais recente incidente em meio aos desastres ambientais possivelmente decorrentes das mudanças climáticas registrados em todo o mundo.

Atualmente, a Prefeitura de Veneza constrói o chamado "sistema Mose", uma rede de barreiras para proteger a cidade de inundações. Já envolvida em escândalos de corrupção, a obra começou em 2003, mas caminha a passos lentos e deve ser concluída apenas em 2021.

"Pedimos ao governo que participe e entenda em que nível está o Mose, porque arriscamos não conseguir mais", cobrou Brugnaro. (ANSA)

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