Governo aprova decreto para liberar empréstimo para Alitalia

Empresa de aviação está sob intervenção desde maio de 2017

Governo aprova decreto para liberar empréstimo para Alitalia
Governo aprova decreto para liberar empréstimo para Alitalia (foto: ANSA)
20:25, 02 DezROMA ZCC

(ANSA) - O governo da Itália aprovou nesta segunda-feira (2) um decreto que concede um novo empréstimo-ponte de 400 milhões de euros para a Alitalia, maior empresa de aviação civil do país e que está sob intervenção desde maio de 2017.

A decisão foi tomada pelo Conselho dos Ministros cerca de 10 dias depois do fracasso no processo de venda da companhia aérea. A cifra se junta aos 900 milhões de euros emprestados pelo governo nos últimos dois anos e terá de ser restituída até 31 de maio de 2020, novo prazo para a eventual venda da Alitalia.

Segundo a declaração final, o decreto "introduz medidas urgentes para garantir a continuidade do serviço da Alitalia".

Esse formato busca evitar a abertura de um processo na União Europeia por ajuda estatal a uma empresa privada. "O governo italiano negociou sua decisão com a Comissão Europeia. Estamos fazendo de tudo para recuperar uma grande empresa italiana", disse a ministra da Infraestrutura Paola De Micheli.

Mais cedo, no entanto, um porta-voz da Comissão Europeia chegou a declarar que "os Estados-membros são obrigados a notificar a Comissão das medidas que envolvem auxílios estatais" e não podem aplicá-las até que haja uma "decisão final da UE sobre a existência e compatibilidade do auxílio".

Venda -

O prazo para a apresentação de uma oferta final pela companhia aérea era 21 de novembro, mas o consórcio liderado pela estatal Ferrovie dello Stato (FS) não conseguiu chegar a um acordo para colocar sua proposta na mesa.

O grupo de potenciais compradores também incluía a americana Delta Air Lines, o Ministério da Economia e das Finanças e a holding italiana do setor rodoviário Atlantia, que acabou desistindo na última hora.

O governo agora avalia novas alternativas, inclusive uma reestatização da Alitalia. Ex-companhia de bandeira, a empresa foi privatizada e hoje tem 51% de suas ações nas mãos da holding Compagnia Aerea Italiana (CAI) e 49% com o grupo árabe Etihad Airways.

Após ter ficado à beira da falência no início de 2017, a Alitalia sofreu uma intervenção do governo, que concedeu empréstimos públicos para garantir sua sobrevivência e a administra desde então.

Roma chegou a negociar com grupos como Lufthansa e EasyJet e o fundo americano Cerberus Capital Management, além de Delta e Atlantia, mas as tratativas nunca avançaram até o fim. Um dos entraves é o plano de demissões na Alitalia: a Lufthansa, por exemplo, queria fazer um corte de 6 mil funcionários, mais da metade do total. (ANSA)

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