Conte diz que fusão FCA-PSA é oportunidade para economia

Grupos criaram a quarta maior empresa do setor automotivo

Conte diz que fusão FCA-PSA é oportunidade para economia (foto: ANSA)
11:15, 19 DezROMA ZCC

(ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, afirmou nesta quinta-feira (19) que o acordo de fusão entre os grupos Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e PSA, dono das montadoras Peugeot e Citroën, pode ser uma "grande oportunidade" para seu país e para a União Europeia (UE).

"O casamento entre FCA e PSA serve a Europa, pode ser uma grande oportunidade para a Itália e a União Europeia. Essa fusão pode marcar o nascimento de um importante centro de inovação e desenvolvimento, com efeito benéficos para o resto da economia europeia e nacional", afirmou ele, durante coletiva de imprensa.

Ontem (18), as duas companhias anunciaram a fusão, que deve ser concluída entre 12 e 15 meses. Apesar de ainda está sujeita à aprovação dos acionistas e de órgãos antitruste, o acordo, que não prevê o fechamento de fábricas, cria a quarta maior empresa do setor automotivo no mundo em termos de produção.

"Para que esses efeitos positivos sejam totalmente capturados é importante que o projeto melhore as sinergias mútuas relançando o setor automotivo nacional sem afetar negativamente o emprego", acrescentou Conte.

O premier italiano ressaltou que "esse tipo de operação, além de consolidar o mercado de automóveis, também permite uma forte integração das cadeias industriais europeias".

"Não devemos esquecer a forte presença do grupo em mercados terceiros, a partir dos Estados Unidos. Os grandes grupos europeus de hoje precisam enfrentar a concorrência em um mercado globalizado caracterizado pela revolução digital", disse.

Para ele, "é necessário investir com convicção em uma estratégia europeia para a indústria e facilitar a criação de 'campeões industriais europeus' capazes de suportar o desafio da concorrência global".

Juntas, as duas companhias fabricaram 8,7 milhões de veículos, atrás apenas da Volkswagen, da Toyota e da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, e faturaram cerca de 170 bilhões de euros em 2018.

De acordo com Conte, o principal desafio "lida com a proteção da ocupação", principalmente para que, no mercado de trabalho, haja garantia que os níveis ocupacionais serão mantidos, o que foi confirmado em comunicado conjunto da FCA e PSA.

"Toda a equipe do governo fala com uma única voz, expressando apreço pela operação concluída, mas ao mesmo tempo acompanhando a evolução à frente do emprego, no que diz respeito não apenas às unidades de produção, mas também a todo o setor", conclui o italiano. (ANSA)

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