Primeiro italiano com coronavírus é um jovem pesquisador

Rapaz de 29 anos teria passado apenas um dia em Wuhan, na China

As autoridades confirmaram que um dos italianos repatriados de Wuhan foi confirmado com o novo coronavírus
As autoridades confirmaram que um dos italianos repatriados de Wuhan foi confirmado com o novo coronavírus (foto: ANSA)
09:34, 07 FevSÃO PAULO E ROMA ZBF

(ANSA) - O Instituto Superior de Saúde da Itália (ISS) disse nesta sexta-feira (7) que é pouco provável que o paciente diagnosticado com o novo coronavírus nCoV-2019 contagie outras pessoas pelo país.

"Apesar de não se poder excluir tudo, acredito muito improvável que o italiano diagnosticado com coronavírus possa ter transmitido o vírus a qualquer um dos outros italianos repatriados, como ele, da cidade chinesa de Wuhan", disse à ANSA o diretor do departamento de doenças infecciosas do Instituto Superior de Saúde da Itália (ISS), Gianni Rezza.

Ontem à noite (6), as autoridades confirmaram que um dos italianos repatriados de Wuhan, na China, epicentro da epidemia de nCoV-2019, foi confirmado com o novo coronavírus. Ele chegou à Itália na última segunda-feira, em um voo organizado pelo governo italiano. Ao todo, 56 cidadãos italianos foram retirados de Wuhan e estão em quarentena em um complexo militar.
   

"Confirmo a notícia de que o primeiro italiano contagiado com o novo coronavírus é um rapaz de Luzzara [na Emília-Romanha]. Conversei com o pai dele, o qual me deu uma informação reconfortante: o homem está bem e sem sintomas", escreveu, nas redes sociais, Andrea Costa, prefeito de Luzzara.

Após atentar positivo para o novo coronavírus, o homem foi internado no Hospital Spallanzani, em Roma. De acordo com a imprensa local, o paciente tem 29 anos de idade e trabalha como pesquisador. Ele teria passado apenas um dia, para turismo, na cidade de Wuhan.

O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, participou de uma reunião com a cúpula da Defesa Civil e com o ministro da Saúde, Roberto Speranza, e ressaltou que o país adotou "o princípio máximo de precaução". (ANSA)

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