Itália registra 6 novos casos de coronavírus

Um dos infectados teve contato com homem que retornou da China

Itália registra 3 novos casos de coronavírus (foto: ANSA)
09:39, 21 FevROMA ZCC

(ANSA) - O governo da Itália anunciou nesta sexta-feira (21) três novas contaminações pelo coronavírus (Covid-19) em cidadãos italianos na cidade de Lodi, na região da Lombardia.

Trata-se de um homem de 38 anos, residente em Castiglione d'Adda, sua esposa, uma professora de Ensino Médio em Codogno, e um amigo do casal. Os três estão internados em isolamento no Hospital Sacco, em Milão.

Segundo as autoridades, o marido da educadora apresentou sintomas similares à doença, como insuficiência respiratória, após jantar com um amigo que retornou da China. Seu quadro de saúde é considerado "muito grave". Os outros dois infectados estão estáveis.

O conselheiro para a saúde da região da Lombardia, Giulio Gallera, explicou que "todos os testes diagnósticos necessários já foram realizados nos médicos, enfermeiros e pacientes do hospital de Codogno, onde o paciente foi identificado com coronavírus".

Ao todo, pelo menos 60 pessoas teriam tido contato com o homem, que trabalha para uma empresa multinacional com escritório em Casalpusterlengo.

De acordo com Gallera, os três pacientes ficarão em quarentena, mas ainda não foi determinado se será em uma instalação médica ou suas próprias residências.

Pouco tempo depois, o governo italiano elevou o número de infectados para seis. Gallera explicou que mais três cidadãos apresentaram os sintomas da doença no hospital de Codogno.

“Estamos investigando. Há três pessoas que se apresentaram com quadro clínico de pneumonia. Estamos tentando entender se houve contato com os três primeiros casos”, acrescentou a médica Maria Gramegna, diretora do Departamento de Bem-Estar.

O conselheiro de saúde orientou todos os "cidadãos de Castiglione d'Adda e Codogno a ficarem em casa e evitar contatos sociais por precaução".

As autoridades italianas também anunciaram que um protocolo de segurança foi iniciado na região da Emilia-Romagna para identificar o homem que participou do jantar e todas as pessoas com quem ele teve contato nos últimos dias.

Segundo o diretor científico do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas Spallanzani de Roma, Giuseppe Ippolito, os casos relatados na Lombardia são os primeiros a ocorrer no territóro italiano e faz o governo entrar em uma nova fase na luta contra a doença.

“Pela primeira vez, passamos de casos de importação para casos de circulação local do vírus”, afirmou.

Quarentena -

Enquanto isso, após 18 dias, os 55 italianos que retornaram a Roma de Wuhan, cidade epicentro da epidemia, no dia 3 de fevereiro, saíram da quarentena em Cecchignola, dentro da cidade militar da capital italiana. (ANSA)

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