Itália confirma 6ª morte por coronavírus e isola 11 cidades

Segundo as autoridades, 219 pessoas estão infectadas no país

Itália confirma 6ª morte por coronavírus e isola 11 cidades (foto: ANSA)
15:43, 24 FevROMA ZCC

(ANSA) - As autoridades da Itália confirmaram nesta segunda-feira (24) mais três mortes provocadas pelo novo coronavírus (Covid-2019), elevando o número de vítimas para seis, no norte do país.

Segundo disse o governador da região da Lombardia, Attilio Fontana, à emissora Rtl, uma mulher de 84 anos que estava internado no hospital Giovanni XXIII, em Bergamo, não resistiu ao vírus, principalmente porque já havia sido diagnosticada com "outras patologias".

A quinta vítima é outro idoso de 88 anos, morador de Caselle Lanne, também na Lombardia. Já a sexta é um homem de 80 anos, de Castiglione d’Adda. Ele estava internada no hospital Sacco, em Milão, desde a última quinta-feira (20), quando deu entrada no centro médico após sofrer um ataque cardíaco.

No mesmo dia, um homem de 38 anos, o primeiro paciente com resultado positivo para o vírus, foi hospitalizado no local. Logo em seguida, o idoso foi contaminado pela doença.

A sétima morte, uma mulher originária de Crema, na região da Lombardia, que supostamente estava internada no Hospital Civil de Brescia desde ontem (23), chegou a ser confirmada, mas logo depois as autoridades da Lombardia corrigiu a informação e afirmou que não houve vítimas neste centro médico. 

Conforme dados revelados pelo comissário extraordinário para a emergência do coronavírus da Itália, Angelo Borrelli, ao menos 219 pessoas estão infectadas com o coronavírus em mais de seis regiões da Itália. Até o momento, a origem do contágio não foi identificada.

Desde ontem (23), as autoridades italianas estão controlando pelo menos 11 cidades na região norte que estão em quarentena, na tentativa de evitar a propagação da doença. Ao todo, cerca de 43 locais impuseram restrições à entrada e saída. Os cidadãos que infringirem a determinação poderão enfrentar penas que chegam até três anos de prisão.

"Vamos esperar para ver os resultados das medidas tomadas ontem, que contribuirão para desacelerar e parar a infecção", explicou Fontana à Rtl. "Ninguém achou a propagação tão agressiva. A pressa por comida não faz sentido. Os suprimentos estão seguros. Nós devemos tornar a vida cotidiana a mesma de antes", acrescentou.

O surto no país fez o governo da Áustria fechar temporariamente o tráfego nas fronteiras com a Itália. Já a Croácia e Eslovênia, alguns destinos procurados por italianos, convocaram uma reunião de emergência embora não tenham registrado nenhum caso da doença.

O governo italiano, por sua vez, anunciou um pacote de medidas para evitar que os cidadãos sejam expostos. Além de proibir partidas de futebol e fechar escolas, o tradicional Carnaval de Veneza foi cancelado.

O temor pelo covid-2019 também provocou o cancelamento de alguns eventos de moda. As famosas grifes Giorgio Armani e Laura Biagiotti fizeram seus desfiles com portas fechadas e transmissão ao vivo.

A Comissão da União Europeia (UE) alocou 230 milhões para ajudar na luta global contra a disseminação do coronavírus. O dinheiro será destinado a apoiar medidas preparatórias para países, inclusive de fora da UE, financiar pesquisas e permitir a compra de material para incentivar a prevenção.

A medida foi anunciada pelos Comissários Europeus de Saúde e Gerenciamento de Crises, Stella Kyriakides e Janez Lenarcic, respectivamente. A dupla também informou que nesta terça-feira (25) uma missão em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS) será enviada à Itália.

"A Itália adotou todas as medidas necessárias para rastrear a propagação do vírus e prevenir novas infecções. Quero elogiar a resposta rápida e profissional das autoridades italianas ao combater a disseminação do coronavírus", afirmou Lenarcic, ressaltando que tem "certeza de que a Itália tem equipe competente e estruturas eficientes para responder de uma maneira bem coordenada à situação".

O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, por sua vez, participou de uma reunião na sede do Departamento de Proteção Civil, com os ministros das Relações Exteriores, Luigi Di Maio, e da Saúde, Roberto Speranza.

Ilhas Maurício -

Pelo menos 70 passageiros de um voo da Alitalia foram bloqueados no aeroporto de Maurício após o desembarque. Os passageiros foram orientados a aceitar um período de quarentena ou a retornar à Itália imediatamente. (ANSA)

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