Itália tem 7 mortes e mais de 280 infecções por coronavírus

Governo fará reunião com OMS para debater emergência no país

Itália tem 7 mortes e mais de 280 infecções por coronavírus (foto: ANSA)
08:26, 26 FevROMA ZCC

(ANSA) - As autoridades da Itália confirmaram a sétima morte provocada pelo coronavírus e 283 novos casos de infecções na região norte do país. O novo balanço foi divulgado nesta terça-feira(25) após o governo tomar medidas drásticas para conter a propagação da doença.

De acordo com o comissário extraordinário para a emergência do coronavírus da Itália, Angelo Borrelli, o número total de contaminados também inclui a quantidade de vítimas, além de um pesquisador que já se recuperou.

No momento, existem sete regiões afetadas por casos de coronavírus, além da província autônoma de Trento e Bolzano. Ao todo são 212 infectados na Lombardia, incluindo 6 mortes, 38 no Vêneto, onde também morreu uma pessoa, 23 na Emília- Romagna, 3 no Piemonte, 3 no Lazio - um casal chinês que está em quarentena no Instituto Spallanzani e um pesquisador curado, 2 na Toscana, um na Sicília e outro na província de Bolzano.

Cerca de 109 pacientes estão hospitalizados porque apresentaram os sintomas da doença, sendo que 29 se encontram em terapia intensiva e 137 em isolamento domiciliar. Todos os óbitos, por sua vez, são de pessoas idosas. A maioria já possuía outros problemas graves de saúde.

A região da Lombardia é o principal foco da epidemia do país, inclusive o governo precisou adotar diversas medidas para tentar barrar a propagação do vírus.

Hoje, o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, explicou que o país está considerando que a origem do contágio do coronavírus na região norte esteja relacionada com "a gestão irregular de um hospital".

Durante conversa com jornalistas, o premier fez duras críticas contra as "iniciativas autônomas injustificáveis", ressaltando que um dos focos do surto pode ter ligação com o fato do centro médico não ter respeitado os protocolos determinados.

Ao todo, 10 localidades do norte estão dribladas, com suas ruas vazias e estabelecimentos, escolas e espaços culturais fechados. Além disso, um toque de recolher voluntário foi determinado em um decreto do Ministério da Saúde da Itália. O objetivo é fazer a população "evitar frequentar lugares superlotados e de participar de manifestações".

Apesar disso, as pessoas que têm se locomovido pelas cidades utilizam máscaras de proteção.

"A emergência do coronavírus tem um impacto econômico imediato e terá outro adiado que esperamos, mas medidas de intervenção imediata já estão em fase preliminar para as comunidades afetadas", explicou Conte.

O Ministro da Saúde, Roberto Speranza, por sua vez, irá se reunir com a Comissária de Saúde da União Europeia (UE), Stella Kyriakides, e a diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa, Hans Kluge, amanhã(26), às 11h15, na sede do Ministério da Saúde, em Roma, para debater a emergência. (ANSA)

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