Hospital de Bergamo faz apelo 'desesperado' por ajuda

Província é a mais atingida na Itália pelo novo coronavírus

Academia do Hospital de Ponte San Pietro, em Bergamo, virou câmara mortuária para vítimas de coronavírus
Academia do Hospital de Ponte San Pietro, em Bergamo, virou câmara mortuária para vítimas de coronavírus (foto: ANSA)
12:37, 19 MarMILÃO ZLR

(ANSA) - O diretor de um Hospital de Bergamo, província mais atingida pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) na Itália, lançou nesta quinta-feira (19) um apelo desesperado por mais médicos, enfermeiros, equipamentos de ventilação e dispositivos de proteção individual.

Em um vídeo falado em inglês, o diretor do Hospital Papa Giovanni XXIII, Stefano Fagiuoli, afirma que ainda não sabe quando a pandemia vai acabar e também pede para a população "ficar em casa".

"A segunda mensagem é para quem quiser nos ajudar: precisamos desesperadamente de enfermeiros, médicos, além de aparelhos de ventilação e dispositivos de proteção. A ONG Cesvi está ajudando com uma coleta de fundos na plataforma 'gofundme'. Se você puder, por favor, nos ajude. E se você é um operador sanitário, será mais do que bem-vindo a se juntar a nós na luta contra o coronavírus", diz.

A província de Bergamo, na Lombardia, soma 4,3 mil dos 35,7 mil casos do novo coronavírus na Itália, com um índice de 386 contágios para cada 100 mil habitantes, mais de seis vezes a média nacional.

 

"Precisamos de médicos. Esperava que as ligações que fizemos para aposentados e formandos gerassem mais respostas, mas isso não aconteceu", reforçou o governador da Lombardia, Attilio Fontana. As imagens de caixões aguardando o enterro em cemitérios e das filas de caminhões transportando corpos das vítimas em Bergamo causaram comoção no mundo inteiro.

O governo regional trabalha na construção de um hospital de campanha na província, mas a futura estrutura só entrará em funcionamento quando houver médicos disponíveis. A obra chegou a ser interrompida por causa da carência de profissionais de saúde, mas Fontana garantiu sua retomada nesta quinta.

"Conseguimos recuperar um grupo de médicos para tornar o hospital eficaz. Seria inútil construir uma catedral no deserto. Agora tivemos a confirmação dos médicos, e os trabalhos serão recomeçados", disse. (ANSA)

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