Salvini elogia desafeto Macron para criticar Conte

Senador disse que presidente francês "assume a responsabilidade"

O ex-ministro do Interior da Itália Matteo Salvini
O ex-ministro do Interior da Itália Matteo Salvini (foto: ANSA)
12:10, 29 AbrROMA ZLR

(ANSA) - O senador e ex-ministro do Interior da Itália Matteo Salvini criticou um de seus principais desafetos, o presidente da França, Emmanuel Macron, para criticar o governo do premiê Giuseppe Conte, a quem acusa de lentidão na reabertura das atividades econômicas e sociais no país.

Em entrevista nesta quarta-feira (29) à emissora Canale 21, Salvini, que em seu período no governo comprara diversas brigas com a França e chamara Macron de "senhorzinho educado que se excede no champanhe", disse que o presidente "assume a responsabilidade", enquanto Conte se apoia em "15 forças-tarefas e zero certeza".

"Na França, o presidente se empenhou em reabrir, até as escolas, enquanto na Itália se fala em outono [que, na Europa, começa em setembro]. Não sou um torcedor de Macron, mas pelo menos ele assume as responsabilidades de suas escolhas no Parlamento. Aqui há um jogo de empurra, mas é hora de assumir responsabilidades. Não há certeza para nada, do comércio aos transportes públicos", disse.

Macron já autorizou a reabertura de comércios não-essenciais e de jardins de infância e escolas primárias a partir de 11 de maio, desde que respeitadas medidas de distanciamento físico e de higiene. Alunos com 11 anos ou mais devem voltar às aulas na semana seguinte. Na Itália, por sua vez, as escolas ficarão fechadas até o início do próximo ano letivo, em setembro.

A França conta com 169 mil casos do novo coronavírus e 23,7 mil óbitos, enquanto a Itália registra 201,5 mil infecções e 27,3 mil mortes. No cronograma definido pelo primeiro-ministro Conte, parques e serviços de comida para viagem serão reabertos em 4 de maio, mas outras atividades não-essenciais continuarão fechadas.

A oposição aumentou a pressão para o governo acelerar a reabertura, mas o premiê diz que não é possível "fazer mais" neste momento. "O risco de retorno do contágio é muito concreto", declarou Conte nesta terça (28). (ANSA)

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