Vacina de Oxford pode ganhar primeiro lote até dezembro

Universidade já fechou acordo com multinacional sueco-britânica

Elisa Granato, pesquisadora italiana, participa de teste de vacina contra Covid-19 em Oxford
Elisa Granato, pesquisadora italiana, participa de teste de vacina contra Covid-19 em Oxford (foto: ANSA)
14:48, 30 AbrROMA ZLR

(ANSA) - A candidata a vacina contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) que está sendo testada pela Universidade de Oxford, do Reino Unido, pode ter seu primeiro lote disponibilizado até dezembro deste ano.

A previsão é de Pietro Di Lorenzo, CEO da empresa de biotecnologia italiana Advent-IRBM, que participa do estudo. Os testes em humanos começaram na semana passada, no Reino Unido, e a vacina ChAdOx1 já foi administrada em 320 voluntários.

"Até dezembro, se todos os testes derem resultado positivo, haverá um primeiro estoque da vacina anti-Covid disponível para vacinação de algumas categorias mais frágeis", disse Di Lorenzo à ANSA. A primeira etapa de testes em humanos prevê a administração da vacina em cerca de 500 voluntários, e os resultados são esperados para maio.

Já a segunda fase envolverá 5 mil pessoas e pode começar em junho. A IRBM também anunciou um acordo entre o Instituto Jenner, da Universidade de Oxford, que conduz o experimento, com a multinacional sueco-britânica AstraZeneca, que será responsável pela produção e distribuição da vacina em nível mundial - as doses para testes foram feitas pela empresa italiana.

Segundo a IRBM, a parceria com a AstraZeneca prevê um modelo "sem fins lucrativos" enquanto durar a pandemia, que já infectou mais de 3,2 milhões de pessoas em todo o mundo e deixou cerca de 230 mil mortos.

A vacina de Oxford usa um adenovírus de chimpanzés contendo a proteína spike, usada pelo Sars-CoV-2 para agredir as células humanas, para estimular a produção de anticorpos. (ANSA)

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