Itália aprova 55 bilhões de euros para ajudar famílias e empresas

Medida está prevista em decreto sobre retomada econômica

Medida está prevista em decreto sobre retomada econômica
Medida está prevista em decreto sobre retomada econômica (foto: ANSA)
19:07, 13 MaiROMA ZCC

(ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, aprovou nesta quarta-feira (13) um decreto-lei (equivalente a uma medida provisória) para incentivar a retomada econômica do país, em meio à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), que estabelece 55 bilhões de euros para ajudar empresas, trabalhadores e famílias do país.

Durante coletiva de imprensa, Conte explicou que o texto prevê medidas para apoiar empresas, ajudar famílias com crianças, com uma renda emergencial, e trabalhadores, com os quais utilizará um recurso substancial de 25,6 bilhões de euros.

"Há pessoas que estavam desempregadas e sem renda, comerciantes que correm o risco de fechar, empresários em absoluta incerteza sobre o futuro. Uma fotografia dolorosa do país que conhecemos e por isso trabalhamos duro para enfrentar essa dificuldade. Fizemos o possível", declarou.

No novo decreto a ajuda financeira será destinada principalmente para os autônomos, que receberão um bônus imediato de 600 euros. Além disso, entre 15 e 16 bilhões de euros serão alocados a empresas.

No que diz respeito aos impostos, "4 bilhões de impostos serão cortados para todas as companhias que têm até 250 milhões de faturamento", segundo Conte.

O ministro do Desenvolvimento Econômico, Stefano Patuanelli, informou que "o decreto destina 6 bilhões de indenizações a empresas que faturam de zero a 5 milhões de euros e que tiveram uma queda no faturamento de 33%".

O texto ainda prevê uma doação de 1,4 bilhão de euros para universidades, pesquisas e contratação de pesquisadores; um subsídio de 50 milhões para o fundo cultural.

Conte também anunciou que "existe uma intervenção substancial para a saúde, igual a 3 bilhões e 250 milhões". O governo "criou o fundo para instalações semi-residenciais para pessoas com deficiência, fornecendo 40 milhões de recursos".

"Dos recursos reservados pelo decreto, 240 milhões de euros serão destinados para novas contratações na área da saúde e 190 milhões serão utilizados como incentivos para médicos". (ANSA)

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