Itália dará 500 euros para cidadãos fazerem turismo interno

Medida está prevista em decreto econômico aprovado hoje(13)

Turistas asiáticos com máscaras em frente ao Coliseu, em Roma
Turistas asiáticos com máscaras em frente ao Coliseu, em Roma (foto: ANSA)
17:05, 13 MaiROMA ZCC

(ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, anunciou nesta quarta-feira (13) que o governo disponibilizará um bônus de até 500 euros para todas as famílias com renda anual menor que 40 mil euros para fazerem turismo dentro do país.

A medida está prevista no decreto-lei (equivalente a uma medida provisória) aprovado pelo Conselho de Ministros para incentivar a retomada econômica do país, em meio à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

De acordo com o texto, os beneficiários poderão utilizar o crédito para o pagamento de serviços oferecidos a nível nacional por empresas de alojamento turístico, como, por exemplo, hotéis, sendo utilizáveis de 1 de julho até 31 dezembro de 2020.

Além disso, bares, restaurantes e estabelecimentos de banhos estarão isentos do imposto municipal pela ocupação de terras públicas, informou o ministro da Economia, Roberto Gualtieri.

Segundo ele, serão alocados 2,4 bilhões de euros para ajudar as empresas do setor hoteleiro a enfrentarem "os custos de adaptação aos novos requisitos". "Apoiamos famílias e empresas em um momento difícil, mas também lançamos as bases para o reinício e a recuperação", concluiu Gualtieri.

Por fim, o ministro dos Bens Culturais e Turismo da Itália, Dario Franceschini, lembrou que "todos os setores sofreram muito nesta crise, mas o turismo pagou mais pelas consequências da epidemia".

Por isso, o novo decreto prevê intervenções para apoiar as empresas, entre eles a isenção de impostos para hotéis, fazendas, parques e outros alojamentos, além de contribuições a favor de companhias com grande perda de faturamento, como no caso de agências de viagens e operadores turísticos.

Franceschini ainda ressaltou que a Itália não aceitará acordos bilaterais com a União Europeia que possam criar rotas turísticas privilegiadas. "Seria a destruição do mercado único. Nunca permitiremos isso". (ANSA)

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