Mafioso volta à cadeia na Itália após decreto do governo

Antonino Sacco havia conseguido domiciliar por razão de saúde

Mafiosos conseguiram regime domiciliar na Itália alegando problemas de saúde
Mafiosos conseguiram regime domiciliar na Itália alegando problemas de saúde (foto: Ansa)
09:31, 13 MaiROMA ZLR

(ANSA) - A Justiça da Itália suspendeu nesta quarta-feira (13) a primeira concessão de regime domiciliar para um mafioso após o decreto do governo para tentar reverter solturas de detentos de alta periculosidade em meio à pandemia do novo coronavírus.

Antonino Sacco, 65 anos, dono de uma longa ficha de condenações por associação mafiosa e extorsão, havia progredido para o regime domiciliar alegando cardiopatia hipertensiva, um dos fatores de risco para pacientes de Covid-19.

Nesta quarta, no entanto, um juiz de vigilância penal decidiu devolvê-lo à cadeia, seguindo a determinação do governo de revisar todas as progressões concedidas a pessoas condenadas por associação mafiosa ou envolvimento com o crime organizado.

A decisão foi tomada após o Departamento de Administração Penitenciária ter indicado uma casa de detenção que oferecesse condições de garantir a saúde do mafioso. Sacco, que antes estava preso em San Gimignano, será transferido para a penitenciária de Livorno.

Além disso, o juiz alegou que, com a "redução do número de novos contágios" na Itália, "não existem mais os pressupostos para a manutenção excepcional" do regime domiciliar.

Em decreto aprovado na noite de sábado (9), o governo determinou que todas as progressões aprovadas para mafiosos por motivos de saúde fossem revisadas pelos juízes de vigilância penal, mediante consulta aos órgãos sanitários regionais e ao Departamento de Administração Penitenciária.

O objetivo é facilitar a identificação de estruturas carcerárias adequadas para que o detento continue recluso sem enfrentar riscos para a saúde.

Além de mafiosos, o ex-terrorista Cesare Battisti, que cumpre pena de prisão perpétua na Sardenha por quatro assassinatos ocorridos na década de 1970, também pediu progressão para o regime domiciliar, mas ainda não obteve resposta. (ANSA)

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